Cuiabá, Quarta-feira 19/09/2018

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05.03.2018 | 00h00

Cobrança

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Corre à boca pequena o comentário de que o sindicato dos servidores do Judiciário e a Associação Nacional dos Defensores Públicos não serão os únicos a pedir o bloqueio de contas do governo do Estado devido aos atrasos no pagamento dos duodécimos. Uma nova ação já estaria sendo preparada e com o apoio de gente importante. O valor cobrado englobaria a dívida inteira, ou seja, é suficiente para inviabilizar qualquer plano do Executivo para este ano.

Conveniência

O que também só funciona na Assembleia Legislativa na base da conveniência é a CPI que investiga a concessão de cartas de crédito a membros do Ministério Público Estadual. Basta um inquérito novo ser aberto ou um antigo ser transformado em ação ou ainda uma operação surgir para os deputados se mobilizarem em oitivas ou pedidos de documentos. A pergunta que fica é até quando esse jogo vai ser levado, afinal, este é o último ano do mandato e não há qualquer sinal de que essa investigação seja, de fato, séria.

Tudo parado

O que também está parado na Assembleia Legislativa por conta da indefinição sobre quem vai compor cada comissão permanente da Casa é a investigação contra Jajah Neves e Wilson Santos, ambos do PSDB, por conta da suposta transferência da verba indenizatória de um para outro. O caso estava na Comissão de Ética, mas como o “mandato” do presidente Leonardo Albuquerque (PSD) terminou com a virada do ano, nenhuma medida foi tomada desde então.

Desafio

O desafio do eleitor mato-grossense até outubro vai ser encontrar um candidato (e isso se estende a quase todos os cargos que estarão em jogo) que não esteja sendo acusado de envolvimento em nenhum escândalo de corrupção. Até o momento, a tendência é que os mais conscientes escolham aqueles sobre os quais pesam as denúncias menos cabeludas, porque isento, isento mesmo, ainda não apareceu nenhum.

Paciência

E por falar da ação em que pediram o bloqueio das contas do Estado para regularizar o duodécimo do Tribunal de Justiça, os servidores do Poder Judiciário também aguardam pacientemente que o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), dê andamento ao pedido de impeachment do governador Pedro Taques (PSDB) que a categoria protocolou junto ao Parlamento.

Quórum

Eduardo Botelho encaminhou a solicitação do sindicato para análise da Procuradoria da Assembleia Legislativa e antecipou que só levaria o caso para plenário se a análise jurídica concluir que há fundamentação que justifique isso. Mas se depender de os deputados aparecerem no plenário para que o impeachment tenha andamento, os servidores vão ter que esperar o mandato de Pedro Taques acabar naturalmente. Ou será que uma votação dessas mudaria a postura dos parlamentares?

Nada fácil

A situação é pior para o grupo da oposição, em especial no que diz respeito à disputa pelo governo do Estado. Primeiro Antonio Joaquim ficou com a aposentadoria pendurada, dependendo de um aval do STF para poder se filiar e confirmar sua candidatura. O conselheiro afastado até abriu mão do prazo que ele próprio determinou para tomar uma decisão na esperança de ainda disputar. Agora, é o senador Wellington Fagundes (PR), principal aposta do grupo, que se tornou réu sob a acusação de envolvimento num esquema de desvio de dinheiro. O esquema, aliás, alvo da operação Sanguessuga, já estava quase que esquecido diante de tantos outros que surgiram nos anos seguintes. O republicano alega que já foi inocentado na esfera civil, mas é claro que a ação penal vai dar trabalho para ele e sua equipe durante a campanha.
 

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