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28.11.2017 | 00h00

Escorregão

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O suplente de deputado federal, Xuxu Dal Molin (PSC), assumiu a vaga de Adilton Sachetti há menos de um mês, para legislar durante a licença de 120 dias do titular, e já conseguiu ganhar destaque na Revista Veja.
Porém, não foi por causa de sua brilhante atuação parlamentar, mas sim por causa de uma gafe, um erro de português contido num ofício encaminhado ao Ministério da Fazenda questionando financiamento concedido pelo BNDES a uma empresa concessionária de rodovias federais em Mato Grosso.
Em sua coluna Radar Online, a revista destaca um trecho do ofício: “Solicita informações ao Ministro de Estado da Fazenda, sobre as razões da ‘paralização’ (sic) dos desembolsos do financiamento concedido pelo BNDES à empresa Concessionária Rota do Oeste”.

Punição

A servidora do Detran de Várzea Grande, Samira Aparecida Mendonça de Barros, que foi presa em 2016 acusada de comandar um esquema de irregularidades e cobrança de propina em vistorias veiculares, foi punida administrativamente pelo órgão. A penalidade será a suspensão do serviço por 31 dias, por violar vários dispositivos da lei que disciplina a atividade do servidor público. Samira foi presa juntamente com o marido, Fábio Antônio Pinto, dono de uma empresa despachante que teria participação no esquema, durante a operação Hidra de Lerna. Ele também era lotado no gabinete do vereador João Tertuliano de Barros (DEM).

FEX

A escassez de recursos neste fim de ano só será resolvida com o repasse do FEX, cuja promessa é de liberação rápida após votação em regime de urgência no Congresso Nacional. Pelo menos é o que prometeu o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, em consonância com o que pediu o presidente Michel Temer. Maia, aliás, tem se firmado cada vez mais como o homem de Temer dentro da Câmara Federal, inclusive assumindo a liderança do chamado Centrão, o conjunto de partidos da base aliada. Em razão disso, as expectativas são de que a mensagem do FEX seja de fato votada com rapidez.

Otimismo

A expectativa, aliás, é de que a matéria já seja aprovada na sessão de hoje da Câmara Federal e até a próxima semana siga para sanção do presidente Michel Temer. Assim, no melhor dos cenários, os recursos chegariam aos cofres do Estado ainda na primeira quinzena de dezembro. Somado aos R$ 110 milhões da verba que a Conab pagará para Mato Grosso, o governo reuniria condições financeiras de quitar integralmente a folha salarial do último mês do ano sem necessidade de escalonamento. E amenizaria a situação para que 2018 inicie com outra perspectiva.

Sigilo

O Ministério Público Estadual publicou um ato administrativo que traz regras para o tratamento de informações sigilosas. O ato, assinado pelo procurador-geral de Justiça em substituição, Helio Fredolino Faust, classifica as informações conforme seu grau de sigilo. Um dos parágrafos diz que ‘toda pessoa que tiver acesso à informação classificada como sigilosa deverá adotar todos os procedimentos e medidas necessárias à protegê-la contra perda, alteração indevida, acesso, transmissão e divulgação não autorizados’. Um outro ato administrativo reforça o controle de circulação de pessoas e veículos nas dependências do MPE

Polêmica ata

Faltando um ano para o término do mandato de senador que herdou em janeiro de 2015, José Medeiros (Podemos), ainda briga na Justiça para conseguir permanecer na vaga até dezembro de 2018.
Para isso, vem se utilizando de recursos para protelar o andamento de uma ação que remete às eleições de 2010 e aponta que houve fraude na ata de registros dos suplentes de Taques. Atualmente, o caso está na fase de perícia sob responsabilidade da Polícia Federal que vai dizer se houve ou não fraude em assinaturas que constam na ata.
Medeiros era o 2º suplente e depois passou a ser o 1º suplente o que permitiu que tomasse posse como senador quando o titular da vaga, Pedro Taques (PSDB), renunciou para assumir o governo de Mato Grosso. Por tentar atrasar o andamento do processo Medeiros foi multado em um salário mínimo (R$ 937) na semana passada quando o TRE-MT rejeitou um 2º embargo declaratório, recurso semelhante a outro que já tinha sido rejeitado

Roubo não

O governador Pedro Taques fixou a rotina de, ao menos uma vez na semana, conversar informalmente via redes sociais com os internautas. Na manhã de segunda-feira, Taques respondeu diversas perguntas em sua ‘live’ no Facebook, especialmente sobre o pagamento escalonado dos salários do funcionalismo. O governador foi taxativo em suas palavras, destacando que não repetiria o expediente usado pela gestão passada, que ‘roubou dinheiro’ e por isso este recurso faz falta. ‘Não sou adepto do rouba, mas faz’, disse ele, citando esta antiga expressão bem conhecida na política brasileira.
 

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