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27.05.2018 | 00h00

Revisão

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O pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE) deve reavaliar nos próximos dias duas resoluções que modificaram a forma como era feito o cálculo dos gastos com a folha de pagamento pelo governo. A mudança retirou itens da lista de despesas que eram contabilizadas o que fez com que, pela nova metodologia, Mato Grosso se mantivesse dentro do limite máximo de gastos previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Não querem


Nesta semana, a falta de parlamentares chegou a ponto de o próprio presidente da Mesa Diretora, Eduardo Botelho (DEM), reconhecer publicamente, durante a sessão, que os deputados estavam, sim, na Casa, em uma sala ao lado do plenário, e que, simplesmente, não queriam votar o projeto que entraria em pauta: as contas referentes ao exercício de 2016 do governador Pedro Taques (PSDB).

Mais um


Mais um ex-integrante da gestão Pedro Taques (PSDB) entrou para a disputa eleitoral de outubro. Trata-se do ex-titular do Gabinete de Desenvolvimento Regional, Antônio Carlos Figueiredo Paz, o Pocô. Pelo Patriotas, ele deve tentar uma das vagas de Mato Grosso na Câmara dos Deputados.

Jogando a toalha


No dia seguinte, o deputado estadual Oscar Bezerra (PV) - que, aliás, é autor de um projeto que prevê descontos nos salários dos parlamentares que se ausentarem sem apresentar justificativa (texto engavetado desde o início de 2015) - anunciou ter desistido de presidir a CPI do Ministério Público porque, segundo ele, a Assembleia está ‘à mercê de descompromissados‘.
 

Problema antigo

Em meio às pesquisas que a reportagem de A Gazeta tem feito nos documentos do Arquivo Público de Mato Grosso para produzir a série de reportagens sobre os ex-governadores do Estado, um registro chamou a atenção. Uma das edições do jornal O Estado de Mato Grosso, do mês de julho de 1965, já trazia em sua manchete a falta de quórum na Assembleia Legislativa. Segundo o periódico, naquela oportunidade, apenas três deputados compareceram ao plenário.

Suspeita


Uma curiosidade: a tal alteração na forma de calcular os gastos com a folha de pagamento foi aprovada pelo Pleno do TCE quando este era composto pelos cinco conselheiros afastados por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
Conselheiros estes, diga-se de passagem, que não estão impedidos por ordem judicial de atuar na Corte porque são suspeitos de aceitar propina de gestões anteriores para direcionar o resultado de julgamentos, conforme os interesses daqueles que eram alvos dos processos em pauta.
 

Pizza crua

A CPI do Ministério Público, diga-se de passagem, inaugura um novo tipo de pizza entregue pela Assembleia Legislativa. A que população tem que engolir crua. Isso porque, apesar de estar instalada desde o final de 2015, a tendência é que o relatório final aponte para vários ‘nadas‘. Praticamente todo o ‘trabalho‘ supostamente feito pelos deputados até agora ficou sob sigilo. Isso se houver alguém disposto a produzir um relatório final. Em tempos de Operação Bereré, vai ser difícil encontrar quem tope substituir Oscar Bezerra.

Sei...


Apesar disso, o ex-secretário de Estado Eder Moraes - que sempre é bom lembrar, tem condenações o suficiente para mantê-lo pelos próximos 100 anos atrás das grades - jura de pé junto que os deputados têm, sim, documentos e informações o suficiente para propor indiciamentos na CPI do Ministério Público.
Aliás, foi Eder quem ‘desafiou‘ os deputados a instalarem a tal CPI. A denúncia foi feita quando ele foi depor na CPI da Copa do Mundo. Quem se lembra do episódio, provavelmente tem guardada na memória a cena de um depoimento tomado pelo próprio Eder, em que os parlamentares pareciam apenas fazer parte do show protagonizado por ele.
 

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