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06.11.2017 | 00h00

A era das "fake news"

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Em uma época em que a comunicação está ao alcance de um clique e cruza hemisférios em uma velocidade impressionante, saber distinguir o que é verdadeiro ou falso em uma informação é crucial para não disseminar valores distorcidos, preconceitos e outros tipos de desinformação que desagregam. É preocupante saber que a palavra do ano, eleita pelo dicionário em inglês da editora britânica Collins é a "fake news", ou notícias falsas, termo que ganhou popularidade na boca do presidente americano Donald Trump quando estava em campanha para a presidência e queria desqualificar a imprensa e as notícias negativas sobre ele.

O termo ganhou vida própria e, em 2017, as menções a fake news aumentaram 365% preocupando até mesmo medalhões da comunicação como o Facebook. A companhia anunciou, em agosto, o uso de algoritmos para detectar notícias falsas em potencial veiculadas na rede.

Esse é o quinto ano em que uma palavra ou frase é escolhida pela editora e, depois de Brexit e Geek, os termos relacionados à comunicação parecem ter ganhado força. Outra finalista na escolha do termo, muito usada na política internacional, é "echo-chamber", ou câmara de eco, que descreve o efeito em que opiniões ou crenças reverberam, principalmente pelas mídias sociais, e acabam sendo reforçadas e percebidas como sendo mais aceitas do que realmente são.

Vale lembrar que, em 2016, a palavra "pós-verdade" foi a escolhida pela Oxford Dictionaries, conceituado departamento da universidade de Oxford responsável pela elaboração de dicionários. Ela vem no lastro da divulgação de notícias falsas usadas para manipular a opinião pública e foi disseminada com a ajuda da internet e das redes sociais.

A disseminação de notícias falsas e a consequente manipulação da opinião pública são um perigo para a estabilidade democrática. Com elas manipula-se pensamentos, opiniões e comportamentos e, se um controle na produção é quase impossível, é preciso agir na ponta extrema, onde essas notícias falsas irão chegar.

O Brasil está entre as nações preocupadas com as notícias falsas que inundam as redes sociais, segundo uma pesquisa feita em quatro países que inclui ainda Estados Unidos, Reino Unido e França. De cada quatro pessoas, três verificam se uma notícia é verdadeira antes de compartilhar essa informação. Essa verificação é feita por outras fontes jornalísticas profissionais e confiáveis, sejam elas TV, jornal, rádio e revistas.

Os veículos consolidados são os que mais passam credibilidade, mas nem mesmo eles estão isentos de disseminar as famigeradas fake news, vítimas que são da competição ferrenha, da corrida contra o tempo e dos temidos furos jornalísticos. Verificar se uma notícia é verdadeira antes que seja publicada é obrigação para todos, mas exceção para alguns. Uma triste constatação em tempos em que o jornalismo de qualidade é apontado como fundamental para uma democracia saudável,

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