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04.02.2018 | 00h00

A vacilação

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A campanha eleitoral já começou. Hem! Calma! Não oficialmente, claro. Mas muitos políticos já estão com os blocos nas ruas, na mídia e nas redes sociais. Alguns deles, bem mais que a maioria, têm maiores presenças nas vitrines. Escolhidos que são para falarem de um tudo. Mesmo nada sabendo. E não saberão. Pois jamais tiveram e têm vontades de conhecer coisa alguma a respeito das realidades sociais. Interessam-lhes apenas manter o espaço político e a conquista dos cargos em jogo. Manutenção e conquistas com o voto do eleitorado, e que podem ser asseguradas tão somente com promessas e falações vazias. Nada, porém, sobre um projeto de trabalhos e programas de governo. Transformar-se-ão, a exemplo de todo ano eleitoral, em mercadorias, cujas embalagens todas maquiadas escondem a ausência de conteúdos. Até porque seus próprios partidos nunca fizeram nenhum estudo sobre as questões sociais e econômicas, nem analisaram o quadro de deficiências reinantes nos municípios, Estados e no país. O que empobrecerá, evidentemente, o jogo das disputas deste ano.

Empobrecimento que agiganta quando se percebe que a conversa político-eleitoral havida se resume a nomes. Pois tão somente se lembram de Fulano de tal, ou Sicrano ou Beltrano. Não vão além deste pouco. E isto, claro, é bastante triste. Sem ser, contudo, surpresa. Afinal, não se deve esperar um fruto, cuja árvore jamais fora plantada. Nem ao menos pensada, tampouco sonhada. É exigir-se demais daqueles que passaram a ser chamados de políticos. Embora nada entendam da atividade política, pois se concentram suas forças e esforços no ganhar uma eleição, a qual nunca se pode ser confundida com aquela. Atividades não só dissociadas, mas, sobretudo, independentes, pois uma não depende da outra. Enganam-se quem pensa ao contrário.

Explica-se, então, o porquê a oposição no Estado de Mato Grosso, ao longo dos últimos três anos, fora incapaz de construir um discurso, um programa. Sequer, chegou a preparar um nome com densidade eleitoral para a briga pela poltrona central do Palácio Paiaguás. Por isso, espera-se por alguém de fora de suas fileiras. Só que este igualmente não se preparou, nem poderia, uma vez que fora esquecido das discussões que jamais ocorreram no interior das siglas partidárias. Embora tenha sido lembrado, há algum tempo, pela agremiação "A", ou a "B" ou a "C". Havido, inclusive, uma espécie de leilão, sem que o tal alguém tenha sido arrematado. Ainda que seja um ex-prefeito ou um conselheiro. Nada adiantaram as portas abertas do PTB, PMDB e do DEM. Até agora nenhuma confirmação. Talvez, um deles esteja também se programando para depois da canjicada da semana Santa, até porque o outro fora barrado no baile de final de ano, depois de ter aparecido na delação do Silval Barbosa. O empresário também fora dedurado pelo ex-governador. Mas se sabe que ele deva mesmo rasgar a velha fantasia de socialista, que nunca lhe serviu de fato, para se vestir de democrata, ainda que esteja longe realmente de se passar por um, mas se encontra bem mais a vontade na fileira de direita que na de esquerda, mesmo sem saber ao certo a diferença de estar em uma ou na outra de tais fileiras. Perdido como vem se apresentando a própria oposição. Esta se encontra sem lenço, sem documento e nua, com a mão no bolso. Embora bastante a fim de estragar a já desorganizada situação que, por falta do que fazer, virou cenário de desavenças de seus integrantes, desavisados e desorientados. É isto.

Lourembergue Alves é professor e articulista de A Gazeta, escrevendo neste espaço aos domingos. E-mail: lou.alves@uol.com.br.

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