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22.11.2017 | 00h00

Calote venezuelano

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A Venezuela foi da riqueza em 2008 à pobreza absoluta em 2017. Um patrocínio do modelo denominado Programa Socialista para o Século XXI. Mais um retumbante fracasso por macroeconomia enviesada. Além da prioridade obtusa de exportar somente produto primário (petróleo).

Raro retorno social e melhoria na infraestrutura nacional. Hoje tudo já dissolve e sofre desassistência. A produção interna resta deficitária e trazendo desabastecimento até nos setores de básicos.

Nenhuma preocupação com estabilidade social e democrática.

Há duas crises venezuelanas que se interagem. Uma política (ditatorial) e outra econômica (caótica), que distribui a pobreza e concentra mais a riqueza.

Não se trata de país do narcotráfico, mas de uma nação, antes prospera e rica, que se tornou a via eleita dos traficantes, à medida, que se constituiu em espaço não governado ou ingovernável, onde o tráfico apenas piora a situação e já sistematiza a corrupção governamental.

Uma crise nacional infernal, que fez a renda per capita venezuelana retroagir em 40% entre 2013/2017. Empobrecer nacional nunca visto ou sem precedente na América Latina.

A Venezuela tem inflação anual já atingido 1.000%. E escasseamento de alimentos, medicamentos e demais produtos essenciais.

As suas reservas cambiais já caíram 75% nos últimos 5 anos. Um colapso previsível e incomensurável no sofrimento populacional.

Num capítulo final, interrompeu abruptamente os pagamentos da dívida externa, por pura incapacidade de honrar com os compromissos assumidos e legais. Aqui são US$ 200 milhões de juros da dívida externa suspensos. Dívida internacional de mais de US$ 150 bilhões.

Teve rebaixamento recente em três agências de classificação de riscos.

A inadimplência venezuelana trouxe pá de cal aos acessos de recursos e divisas para importações. Toda compra no exterior pode ser à vista, mas com risco de retenção para liquidação de débitos anteriores.

O isolamento tende ao inevitável. Aqui os papéis venezuelanos e da empresa de petróleo (PDVSA) já significam creditícios deteriorados ou podres. Refutados no mercado.

A Venezuela já se vinha de algum tempo com créditos limitados. Muitos países refutavam comercializar com ela. O Brasil imprevidentemente postergou na última década de receber US$ 262 milhões de créditos recíprocos nas liquidações de obrigações entre as moedas dos dois países.

Aqui tomou prejuízo o Tesouro Nacional brasileiro por ser garantidor da transação dita cambiária e de acordos. Tem risco já estimado de perda final de US$ 5 bilhões, por inadimplementos desde dos governos Lula/Dilma.

A falência da Venezuela levou muitos recursos dos brasileiros. Nicolás Maduro tem que realmente agradecer e muito aos governos Lula/Dilma, por facilitarem apropriações indevidas dos cofres públicos brasileiros.

O colapso venezuelano agoniza, mas ainda vai longe e deixa naquele país apenas misérias.

É uma pena que o Brasil em crise profunda, tenha que sustentar parte da baderna na Venezuela.

É preciso expropriar os depósitos bancários no Brasil dos que ilicitamente assacaram e, também, os que ajudaram, a praticar as violências contra o povo da Venezuela.

Hélcio Corrêa Gomes, advogado

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