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30.11.2017 | 00h30

Caso Pablo: tudo errado

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Quando eu falo que há uma grande massa de gestores brasileiros despreparados para assumirem o cargo que ocupam, muitos se assustam. Não é raro ver o que aconteceu com o zagueiro Pablo, que defendeu o Corinthians neste ano, em muitas organizações do Brasil.

Para entender o caso, depois do processo de negociação para renovação do contrato, em suma, as partes não entraram em acordo. O presidente não precisa ficar nervosinho por isso. Houve leilão por parte do jogador? Faz parte. O atleta tem que procurar o melhor para ele, assim como o clube também não renova com jogadores em outras ocasiões. A negociação de renovação é para situações futuras. Isso não apaga o reconhecimento que deve ter quem fez bem-feito. Pablo foi peça fundamental para a conquista. Mais: tem contrato até dezembro, de modo que a negociação era para situação a partir de janeiro. Ele deveria estar no jogo de domingo passado e no do próximo domingo. Tem contrato e recebe salário para isso. Foi um erro tremendo a postura do presidente em afastar o atleta e não permitir que ele participasse da comemoração (co: junto; memorar: lembrar, portanto, passado) do título, do qual ele teve grande parcela de contribuição.

Precisamos entender que eufemismos não ajudam. Não é porque o fulano é presidente de clube que podemos dizer que é amador, apaixonado, etc. Quando falamos de grandes clubes do Brasil, estamos falando de instituições muito maiores que a grande maioria de empresas do nosso país. Não se pode compactuar com amadorismo e apaixonados. São muito incompetentes, incapacitados e, muitas vezes, estúpidos, mesmo. São amadores? Com certeza. São apaixonados pelo clube? Às vezes. O que quero dizer é que isso não explica, nem minimiza as besteiras consumadas. A paixão e o amadorismo não eximem o ser ocupante de um cargo de se capacitar para ele.

No caso Pablo-Corinthians, qual a mensagem do presidente (até aos outros jogadores)? Dane-se a sua participação, a sua contribuição. No fundo, não há reconhecimento algum ao desempenho. Depois, em momento de desmotivação, contrata um palestrante, achando que isso vai resolver o problema. Palestras são fundamentais em ambientes corretos. Ajuda os colaboradores a se motivarem, se capacitarem, se encaixarem e se engajarem no que é preciso fazer. Em sistemas estúpidos de trabalho, nada resolve. E o pior é que a análise final ainda acaba sendo: palestras não resolvem! É preciso entender que incompetência tem tratamento, estupidez, não.

Claudinet Coltri Junior é professor, palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br facebook.com/coltrijunior.

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