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23.11.2017 | 00h00

Competição e mediocridade

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Alguns mitos sociais são gerados e alimentados por um tempo. Quando começamos a observar os resultados de tais orientações e estes se mostram negativos, precisamos resignificar urgentemente, pois, insistir no erro, é errar duas vezes.

Não é de hoje que vemos que a educação para a competição não tem surtido efeito. Vivemos com a cobrança de sermos os melhores. Esse tipo de atitude tem gerado estresse, agonia e ansiedade. E o pior: muito pouco resultado.

O primeiro grande problema é que só tem uma vaga para o melhor. E, em muitas áreas, há muita gente e empresas que estão na excelência, ou na busca dela. E aí, estando nesse seleto grupo, mas não sendo o primeiro, parece que não vale. Assim, há um contrassenso: o bom pode cair em descrédito, tanto pelos outros, como por si mesmo.

Há, ainda (e por outro lado), outra questão, quando focamos a competição como base para a nossa vida. Nesse caso, corremos o risco da mediocridade. Imagine uma escala de 0 a 10, onde o melhor de todos é nível 3. Assim, para ser melhor, basta ser 3,000001, por exemplo. Esse caso é o oposto do parágrafo anterior. O melhor de todos está num nível péssimo. Para que serve essa situação?

Precisamos, sim, competir, mas conosco. Devemos, hoje, trabalhar para sermos melhor que ontem. Amanhã, a qualidade do nosso trabalho tem que superar a de hoje. O Cirque du Soleil trabalha nessa linha. A preocupação com os outros circos é mínima. A busca é pela excelência o tempo todo. Excelência não é perfeição. É alto desempenho. O excelente erra, também. Mas erra pouco. Quem arrisca, erra. Não se chega ao nível de excelência sem errar, portanto, ser excelente é correr riscos.

O fato é que precisamos nos livrar das pressões sociais que não têm nexo causal com o que se busca. É claro que é possível ser o primeiro e ser muito bom. É possível, também, ser ruim e estar entre os últimos. A grande questão é que é possível ser muito bom e não ser o primeiro e é possível ser o primeiro, o melhor de todos, e estar num nível de mediocridade. É tudo uma questão de escolha de como tocar a sua vida. O melhor ou a excelência, independentemente da classificação? Você tem fome de quê? Você tem sede de quê? Pense nisso, se quiser, é claro!

Claudinet Coltri Junior é professor, palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br facebook.com/coltrijunior.

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