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07.12.2017 | 00h00

Excelência ou perfeição - parte 1

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Certa feita, em uma empresa onde eu estava como consultor, em uma reunião, comentei que era preciso que cada um buscasse a excelência. De pronto, uma participante fez uma intervenção contrapondo a ideia, dizendo que o ser humano não é perfeito. Verdade, não é. Expliquei, então, que há uma diferença entre ser excelente e ser perfeito.

Para falarmos em desempenho, precisamos entender a diferença que há entre fazer uma avaliação com comparativos internos e externos. A primeira diretriz que temos que ter é a comparação conosco (interna), ou seja, é a de buscarmos a melhoria contínua. Termos, a cada ciclo, seja ele dia, mês, ano, temporada, ou qualquer outra coisa que o valha, um desempenho melhor que no ciclo anterior. Dar o máximo de si. Ser completo em relação ao que se pode ser naquele momento. Fernando Pessoa, pelo heterônimo Ricardo Reis, nos explica bem isso: "sê todo em cada coisa, põe o quanto és no mínimo que fazes".

Temos alguns bons exemplos desse comportamento. O nosso grande piloto, tricampeão mundial de Fórmula 1, Airton Senna da Silva, era um desses. Era insatisfeito (no bom sentido) com seus resultados, por sua natureza. Buscava sempre ser melhor que do que já era.

No campo empresarial temos o Cirque du Soleil. Eles têm um patamar de desempenho excepcional. Cada espetáculo tem que ser melhor que o outro. Tem que encantar, emocionar, divertir, cada vez mais. Não à toa, sabemos que o desempenho espetacular de hoje é a expectativa de amanhã, de modo que deixa de ser encantador. Para assim ser, ter essa busca dentro de si, é preciso esforço, determinação, decisão.

Resumindo, temos limitação. Conforme vamos galgando novos e maiores resultados, vamos como que empurrando essa limitação (expandindo nossas capacidades). É o primeiro passo. Porém, a grande questão é que isso só não basta.

O que ocorre é que, em determinadas áreas, sermos completo em relação a nós mesmos fica muito distante, deixa muito a desejar, em relação ao completo do mundo externo. O ideal de competência para aquilo, assim como no Shrek, está num mundo muito, muito, muito distante do nosso. Precisamos, então, termos a referência externa. Nela, comparamos o que somos com o conhecimento, com a possibilidade disponível no mundo. E aí é que entra a questão de sabermos diferenciar excelência e perfeição. Mas... isso fica para o próximo artigo.

Claudinet Coltri Junior é professor, palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br facebook.com/coltrijunior.

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