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05.12.2017 | 08h15

Indivíduos indecisos precisam trabalhar melhor a sua coragem

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Tenho visto profissionais abandonando seus objetivos pela falta de motivação, por não conseguirem mais perceber a importância das suas metas de vida ou por simplesmente escolherem uma metodologia errada de trabalho. Chamo esse sistema de psicologia da desistência.

1º nível

O primeiro bloqueio que desencadeia todo o sistema é a indecisão. Os projetos são iniciados sem convicção e com a mente repleta de dúvidas. Começo ou não começo? Faço ou não faço? Essa dinâmica inicial acaba com a energia física e a mental, porque o estresse da decisão é grande.

2º nível

O segundo bloqueio é o cansaço. O profissional se acha esgotado e entra em um círculo de reclamações do tipo "eu não sabia que esse projeto daria tanto trabalho". Além disso, ele também passa a repetir para si mesmo que está sendo explorado.

3º nível

O terceiro bloqueio é a acomodação. O trabalho é feito, mas até um ponto mediano e a partir daí o indivíduo se acomoda. Os resultados desaparecem porque a estagnação não alimenta seus desafios.

4º nível

O quarto bloqueio é a arrogância aparece no quarto nível. É quando o executivo acha que não precisa mais fazer determinadas atividades que eram feitas no começo de sua carreira. Ele se acha experiente e não aceita o que julga ser um retrocesso.

E o último nível é quando todos esses bloqueios descritos acima são superados.

Quando há um bloqueio, os profissionais não colocam todo o seu foco na realização, na ação e na execução do projeto, porque parte de sua energia é drenada para esses dramas psicológicos.

Indivíduos indecisos precisam trabalhar melhor a sua coragem. Os cansados devem acentuar a paixão, já que o apaixonado não se incomoda com o cansaço ou com a dor. Os acomodados têm que desenvolver o amor e passar a amar o seu trabalho, só assim ele buscará estudar, fazer mais pela sua carreira. E o arrogante necessita praticar a humildade estratégica.

Ao superar esses níveis, o céu é o limite. Quando o trabalho é focado na realização, o resultado é sensacional.

Posso ainda citar duas coisas fundamentais em qualquer carreira: foco e objetivo. O foco é querer muito alcançar um objetivo e esse é o ponto-chave. É preciso educar os pensamentos e sentimentos, fazer uma seleção interna e externa e escolher conviver com pessoas que tenham os mesmos objetivos que os seus.

Fuja dos pessimistas e não lamente os seus fracassos. Mantenha o foco no seu objetivo e comemore suas realizações.

Roberto Shinyashiki é médico psiquiatra, com especialização em Administração de Empresas (MBA USP), é consultor organizacional, palestrante e autor de 12 títulos 

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