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15.01.2018 | 00h00

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O Brasil é o quinto país do mundo em número de acidentes de trânsito, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ficamos atrás apenas da atrás de Índia, China, EUA e Rússia.

Estatísticas mostram o quanto é alto o índice desse tipo de acidente no país. Eles matam quase como guerras civis, conflitos armados. É um batalhão de pessoas de todas as idades e sexo morrem diariamente em razão de acidentes de trânsito. Sem falar no custo que esse tipo de ocorrência gera para o país, em termos de saúde pública, infraestrutura viária e também com os serviços de atendimento e socorro.

É inacreditável. Por mais que se faça campanhas (e elas muitas e constantes) alertando para as condutas perigosas e os cuidados que se deve tomar no trânsito, o número de acidentes não para de crescer.

E, via de regra, são provocados por excesso de velocidades, ultrapassagens perigosas em locais proibidos, consumo de álcool associado à direção, circulação em acostamentos, entre outros. Esses comportamentos inadequados, muitas vezes, levam à morte - da pessoa, seus acompanhantes (muitas vezes familiares e/ou amigos), resultando em verdadeiras tragédias que nos assustam, sensibilizam, mas não nos levam, efetivamente, a mudar de atitude.

Neste final de semana, acidentes graves foram registrados em estradas de Mato Grosso, deixando um saldo de mortos, incluindo a de um menino de 10 anos, e feridos, sem falar nas perdas materiais.

Um deles, ocorrido na madrugada de domingo, na BR-163, em Diamantino, que provocou a morte de uma pessoa e deixou quarto feridos, envolveu um veículo Celta e uma carreta Scania.

O outro, na noite de sábado, na estrada para Santo Antônio de Leverger, foi com uma caminhonete Montana que capotou. O veículo estava sendo conduzido por um adolescente de 16 anos, que pegou o veículo escondido.

Além do óbito do menino, 2 adolescentes, sendo um deles o condutor, ficaram gravemente feridos. O único maior de idade, um jovem de 21 anos, que seguia na carroceria, e não se feriu.

Outro acidente registrado na manhã de ontem, no Km 348 da BR-364, em Santo Antônio de Leverger, quando duas carretas transportando galões de agrotóxicos colidiram e pegaram fogo em seguida. Um dos condutores ficou preso às ferragens e o outro não havia sido localizado.

Casos como esses sempre chocam, provocam comentários, dividem opiniões. Viram manchetes de jornais, reportagens de programas jornalísticos de televisão, são mencionados em rádios, sites e nas mídias sociais.

No entanto, tais tragédias não são suficientes para mudar comportamentos. E continuamos nos matando nas ruas, avenidas e estradas brasileiras.

Precisamos ter a consciência de que somos nós que fazemos estas estatísticas. Não podemos continuar tratando o trânsito como algo etéreo, como se não fôssemos parte integrante dele.

Somos, mesmo quando não nos envolvemos diretamente em algum deles, ou quando tragédias como as citadas acima não afetam nossos filhos, pais, irmão, parentes, amigos próximos, vizinhos, conhecidos.

Temos responsabilidades para mudar ao menos um pouco esse quadro. Fazemos parte de tudo isso, queiramos ou não.

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