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24.01.2018 | 00h00

Novo pânico com mosquito

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Mais uma vez um inseto minúsculo está tirando o sono de milhões de brasileiros em vários estados do país, especialmente São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais. Aumento significativo no número de casos de febre amarela do tipo silvestre vem sendo registrado desde o ano passado e no início de 2018 acendeu a luz amarela das autoridades públicas. Macacos estão sendo encontrados mortos - pela doença ou pela população amedrontada -, parques e zoológicos foram fechados como medida preventiva.

Esta ocorrência lembra o que aconteceu em 2015 e 2016, quando milhares de casos de zika vírus foram registrados no país, afetando principalmente bebês de mães que contraíram a doença durante a gestação. Centenas de crianças nasceram com alguma malformação, entre elas, a microcefalia, o que causou um alerta mundial e uma corrida para pesquisa na tentativa de encontrar diagnóstico e tratamento para a doença, até então praticamente desconhecida da comunidade médica.

Ambas as doenças são transmitidas por mosquito, que tem o poder de ameaçar e levar pânico a uma nação inteira. Isso porque, no caso da febre amarela do tipo silvestre, o transmissor é o Haemagogus e Sabethes. Já na forma urbana, o principal responsável é o Aedes aegypit, que também transmite o zika vírus, a dengue e a febre chikungunya. Mortes já foram registradas em várias cidades, causando preocupação e filas quilométricas nos postos de saúde. No Rio de Janeiro foram confirmadas três mortes em decorrência da doença.

Em São Paulo, o número de óbitos por febre amarela silvestre chega a 36 desde janeiro do ano passado, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde. Até agora foram confirmados 81 casos, sendo 41 na cidade de Mairiporã, na Grande São Paulo. A Capital paulista não tem registro, mas nem por isso a população está tranquila. Ao contrário, as pessoas estão extremamente preocupadas e nem a informação de que não há risco na área urbana tem feito com que as famílias deixem de procurar a vacina. Por causa da elevada procura, as unidades de saúde estão tendo que distribuir senhas e mesmo sem ter a certeza de que receberá a dose as pessoas passam o dia todo na fila. Alguns se revoltam e ameaçam entrar à força nas unidades, causando tumulto e confusão. À procura de vacina, muitos têm ido a outras cidades e, por causa desse deslocamento, alguns postos estão exigindo até comprovante de endereço.

Mas, afinal de contas, a situação é ou não preocupante? Segundo o Ministério da Saúde, os casos de febre amarela são sazonais, com maior ocorrência no verão. Desde 1942 não há registro de transmissão da doença na área urbana. O ministério recomenda a vacina em vários estados, especialmente os amazônicos. Vale destacar que apenas uma dose da vacina protege por toda a vida.

No entanto, devido ao grande espaço que a doença tem ganhado na mídia, aumentando o desespero da população, o MS já liberou cerca de 8 milhões de doses da vacina a vários estados. Também começará nesta semana a vacinação fracionada, com 0,1 ml ao invés de 0,5 ml, que protege por 8 anos. Técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) vão acompanhar a campanha vacinal para monitorar o surto da doença no país.

Segundo dados do Ministério da Saúde, atualizados na semana passada, de julho de 2017 - quando começa o período de monitoramento, que vai até junho de 2018 - foram confirmados 35 casos de febre amarela no país, tendo 20 terminado em óbito, até 14 de janeiro. Foram notificados 470 casos suspeitos, seguindo 145 em investigação e 290 foram descartados.

Apesar de os números não serem considerados tão preocupantes, a recomendação é que as pessoas que nunca foram vacinadas procurem os postos de saúde parar serem imunizadas, principalmente ser forem viajar para áreas de risco. Vale lembrar que cuidar dos quintais, para evitar a proliferação do mosquito, também é primordial e evitará casos de dengue, zika e chikungunya. Vigilância sempre!

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