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01.02.2018 | 01h30

O Estado e o povo em último lugar

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No jornal A Gazeta de 30/1/2018, reportagem diz que o governador Pedro Taques propôs aos representantes dos demais poderes redução de 20% nos repasses do duodécimo, já em débito, para pagar mais uma parcela de R$ 100 milhões do empréstimo ao Bank of América.

Os chefes dos poderes, ao invés de pelo menos propor outra solução, saíram cabisbaixos, um deles inclusive dizendo que poderia adotar redução nos horários de expediente e fechar várias comarcas.

Parece que virou regra beneficiar credores (bancos, rentistas e agiotas), em detrimento do Estado, do país e do povo.

Em nível federal o governo Temer já adotou o Teto de Gastos, por 20 anos, com cortes drásticos na saúde, educação, e outros essenciais ao povo e ao país. Pretende ainda aprovar de qualquer maneira a Reforma da Previdência, inclusive com mentiras divulgadas diuturnamente pela mídia, de que a Previdência é o grande vilão do país, quando na verdade só se tornou deficitária porque retiraram dela o PIS e Cofins (para pagamento da dívida pública que tem os juros mais elevados do planeta).

A lógica cruel aqui e lá é de garantir, mesmo à custa do desemprego, do aumento da violência que aterroriza nossa população, do sucateamento do SUS e hospitais filantrópicos, o alastramento de doenças, a proliferação de um mosquito que tripudia sobre o país alastrando a dengue, chikungunya, zika, a febre amarela, causando milhares de mortes; enfim, da miséria, e da estagnação do Brasil, tudo para garantir em dia o pagamento aos bancos, aos rentistas e agiotas que sugam a nossa pátria.

Esses governantes covardes, anti-povo e vende pátria, não tem ao menos coragem de propor uma renegociação da dívida com esses agiotas.

Qualquer cidadão medianamente esclarecido e decente jamais tiraria o pão da boca dos filhos para "honrar" uma dívida. Inclusive o dito popular já deveria ensinar -Devo, não nego, pagarei como puder.

Ainda mais uma dívida duvidosa e ilegítima, com juros exorbitantes, na maioria do montante fruto de sonegação dessas instituições e agiotas que, ao invés de pagar seus impostos, sonegam e emprestam (esse roubo) ao país, cujos governantes sequer têm a coragem ou a dignidade de pedir-lhes uma renegociação.

Enquanto a maioria dos países do mundo se inserem na Indústria 4.0 (quarta revolução industrial) os governantes do Brasil caminham na contramão, cortando verbas da educação, da ciência e tecnologia e de investimento que poderiam gerar empregos e melhorar as condições de vida do povo brasileiro.

Aluisio Arruda é arquiteto e jornalista

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