Cuiabá, Sexta-feira 19/10/2018

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02.12.2017 | 00h00

Pouco do novo, muito do velho

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Semana passada, ao voltar de férias pelo Sudeste e Sul do país, por falta de carona optei, sem nenhum rebu, pelo Uber, ao invés do tradicional táxi. Pouco acostumado, liguei para um "uberista" conhecido, que me tranquilizou sobre possíveis rixas entre ambos os concorrentes meios de transportes.

Batata, como diria Nelson Rodrigues em suas crônicas de "A vida como ela é". Ao deixar a esteira de bagagens, notei no piso algo como caça ao coelho, no período da Páscoa. Na verdade, eram anúncios do Uber que se estendiam pelo desembarque afora. Mas o que mais me assustou, positivamente, claro, foi o preço cobrado. Bem mais em conta.

Não sei se por natureza ou vício profissional, andei conversando com alguns sobre a concorrência aos taxistas. Uma das respostas, de um paulistano que trabalha em Curitiba, ficou gravada. "Há espaço para todos, até porque o usuário de Uber é, em sua maioria, quem anda(va) de ônibus, metrô, trem ou deixa o carro em casa, por ficar mais em conta e menos cansativo".

O motorista que atendeu em Cuiabá era dos bons (há exceções: Em São Paulo, um esqueceu-se de colocar o número da rua, longa e de mão de única, e tivemos que voltar; enquanto em Curitiba, retornando de São José dos Pinhais, fomos obrigados a acionar nossos GPS, porque o dele perdeu o sinal).

Voltando a Cuiabá, o motorista conhecia bem o caminho e nos livrou das possíveis lentidões provocadas pelo cair da tarde, quando todos resolvem, de uma só vez, buscar os filhos na escola e sair do trabalho tudo bem sincronizado para se encontrar no caos e curtir uma boa dose de estresse.

Não me lembro, se perguntei a ele sobre as obras da Avenida Parque do Barbado (para quem não conhece, ela liga(ria) o trevo da Universidade à Estrada do Moinho (Arquimedes Pereira Lima). Mas, pelo que vi nesta semana, vai ser difícil cumprir a profecia da Secretaria de Cidades, de entrega-la até o final deste ano. Há muito o que fazer, especialmente neste período de chuvas.

Mas ele disse ter evitado, sempre que possível, a (avenida) Fernando Correa da Costa. Para ele, mais parece um campo de guerra, com seus grotescos blocos de concreto, tomada de buracos e totalmente desleixada. Lembro a ele que há uma placa, me parece no Viaduto da Avenida do CPA, sobre a restauração também da Fernando Correa.

"Placa nunca diz tudo. Tá lá escrito: Início: DD/MM/AA, Valor: R$ ...., Origem dos recursos, etc., etc., mas jamais o prazo para o término da obra.". Ou seja, o tempo é indeterminado e pode ser longo, muito longo. Bem lembrado!

Jairo Pitolé Sant"Ana é jornalista em Cuiabá e sócio da Coxipó Assessoria de Imprensa. E-mail: coxipoassessoria@gmail.com

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