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17.11.2017 | 00h00

Quando eu tinha 7 anos

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Os resultados do Corinthians nos últimos anos nos mostram uma coisa importante: as coisas mudam. O sucesso ou fracasso de outrora pode mudar de lado.

Falando nisso, quarta-feira me lembrei de uma canção chamada 7 Years, do Lukas Graham, que inicia com o verso "quando eu tinha 7 anos...". Depois de 22 anos sem um título importante, o Corinthians, enfim, tornava-se campeão. As coisas estavam mudando. A hegemonia do Santos já havia passado (com o fim da era Pelé) e a do Palmeiras, com a Academia, estava findando. O Inter talvez fosse a equipe mais forte da época. Em 83, já com o quarto título estadual daquele período, o Timão se consolidava como força regional, enquanto o Brasil trocava o Inter pelo Flamengo. A revista Placar, então, estampou em sua capa algo parecido com: por que o Corinthians não consegue ser como o Flamengo?

Depois de mais um estadual, em 88, quando eu tinha 20 anos, em 1990 veio o primeiro título nacional e mais um pequeno período de seca: só em 1995, quando eu tinha 25, mais títulos importantes: campeão paulista, sobre o Palmeiras da Parmalat, e da Copa do Brasil, sobre o fortíssimo Grêmio.

Quando eu tinha 29 anos, o Timão se consolidava como força nacional. Já era tricampeão brasileiro e campeão mundial. E títulos e mais títulos na primeira década deste século. Quando eu tinha 37 anos, o momento mais triste da história do clube: o rebaixamento. Junto, uma promessa: o Corinthians nunca mais será motivo de chacota. Mudança efetiva de gestão e vieram mais títulos: Paulista, Copa do Brasil e Brasileirão. Quando eu tinha 42 anos, veio o que faltava: a Libertadores. E, para coroar, mais um mundial. E veio mais um Paulista, uma Recopa e mais um Brasileirão.

Após o título Paulista deste ano, o Juca Kfouri lembrou a capa da Placar e inverteu: por que, hoje, o Flamengo, que está num bom processo de gestão, também, não é o Corinthians?

Vale lembrar que as coisas mudam. O sucesso corintiano durará até quando? As vitórias futuras não virão por conta dessas. Começa tudo de novo, do zero.

Enfim, no resumo da ópera, na última 4ª feira, mais um título brasileiro. De 1977 a 2017, de quando eu tinha 7 anos aos 47, o 7º título brasileiro, na 35º rodada (múltiplo de 7), com dois gols de Jô, camisa 7, completam-se 29 títulos no período (como os 29 anjos que saudaram Renato Russo, na canção 29, da Legião). E -2+9=7 (nessa hora, vale uma forçada, também). Muito mudança nesses 40 anos. E tudo começou lá, quando eu tinha 7 anos.

Claudinet Coltri Junior é professor, palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br facebook.com/coltrijunior.

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