Cuiabá, Terça-feira 13/11/2018

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24.01.2018 | 00h00

A violência

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Somente para ficar aqui no bairro onde moro: assaltaram uma farmácia por três vezes em três dias seguidos; diversas residências tiveram o mesmo destino, nos últimos dias e reforçaram a segurança do prédio em que resido por conta de várias tentativas de invadi-lo.

Outro dia os jornais anunciaram que um restaurante foi assaltado e seus clientes ficaram sem suas carteiras e documentos pessoais. Um vexame! Os roubos de carros crescem exponencialmente.

O dilema é o seguinte: se ficarmos em casa corremos o mesmo risco que se estivéssemos nas ruas. A sociedade está presa num círculo vicioso. Os malfeitores são presos e soltos em seguida, por causa de fatores como a superlotação de presídios.

O que fazer, meu caro leitor? O primeiro impulso é ir para o exterior, ser feliz em outro País. É certo que muitos fizeram ou vão fazer este caminho. Entretanto, a grande maioria do povo brasileiro que vive aqui neste ramerrão não sabe, não quer e nem tem para onde ir. Eu já disse, em um artigo nesta coluna, que iria para Nova Zelândia! Mas o que eu vou fazer do outro lado do mundo. Eu não guardei nada lá! É aqui a minha terra, a minha pátria, o meu berço e eu não quero morrer de tédio, solidão ou banzo fora daqui. Enfim, acostuma-se com tudo, até com o sofrimento! Sintoma de um masoquismo atávico!

A impressão é que estamos em marcha batida para o caos. Se esta afirmação for verdadeira, é preciso esperá-lo, pois assim começará a tão sonhada ordem, como afirma um provérbio chinês.

A violência é apenas um dos mais graves problemas que temos. Não cabe a mim e nem a você que me lê encontrar soluções para a violência e para outros tantos e tão graves problemas que assolam o País!

Olho para cima, para baixo e de lado e não vejo quaisquer das lideranças que almejam o mando, nas próximas eleições de outubro, uma promessa segura de nos tirar deste beco sem saída. Aqui em Grosso Mato parece que tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes.

A Câmara normalmente renova em torno de 40% dos seus membros. Não encontrei dados percentuais de renovação do Senado que nesta legislatura é de 2/3. Entretanto, creio que o percentual deve se igual ou parecido com o da Câmara. Então qualquer candidato que se eleger presidente da República irá encontrar dificuldades para governar com o fisiologismo endêmico das casas de leis. O famoso toma lá dá cá. Este é o Brasil brasileiro!

Precisamos desesperadamente de administradores e gerentes eficientes da coisa pública. E vou mais além, precisamos de reformadores! Entretanto, podemos cair nas mãos de um Trump piorado; da esquerda inepta, incompetente e corrupta; ou quem sabe, na esperança de aparecer um Macron ou até mesmo um Macri portenho!

A sorte está lançada. Espero constrito que o Criador nos livre de cair nas mãos do capeta.

Renato Gomes Nery é advogado em Cuiabá-MT. E-mail - rgnery@terra.com.br

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