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07.02.2018 | 00h00

Aliado ou inimigo?

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Três em cada 10 brasileiros que fizeram compras no cartão de crédito não pagaram o valor integral da fatura em dezembro. Em percentual, esta quantidade equivale a 28%, sendo que deste universo, 15% entraram no crédito rotativo, que possui os juros mais elevados. Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgados esta semana por meio da pesquisa Indicador de Uso do Crédito, que entrevistou 800 pessoas em 12 capitais brasileiras.

Conforme o levantamento, em dezembro 46% dos brasileiros recorreram a alguma forma de crédito, sendo que o cartão foi o mais comum, com 37% das menções. Na sequência estão o crediário ou carnê (17%), cheque especial (9%), empréstimos (9%) e financiamentos (8%). Os que não utilizaram nenhuma modalidade de crédito compõem uma fatia de 54% dos consumidores.

O cartão de crédito pode ser um bom aliado dos consumidores que não têm condições de pagar um bem ou serviço à vista. Através do parcelamento - muitas vezes sem juros - os usuários fazem aquisições tanto emergenciais quanto as mais planejadas, de valores maiores, e pagam mensalmente as faturas, mantendo o controle sobre o total das parcelas de cada mês.

Por outro lado, o dinheiro de plástico também pode ser tornar um grande vilão no orçamento das famílias, que confundem a finalidade deste crédito. Tanto é que é a principal causa do endividamento e da inadimplência. Isso ocorre porque muita gente ainda usa o limite do cartão como complemento da renda e acaba passando o cartão a cada compra. Uma atitude terrível e que pode custar muito caro. Como já diria o velho ditado "de grão em grão a galinha enche o papo", da mesma forma, de parcela em parcela, a fatura do cartão pode causar um rombo no orçamento no fim do mês, impossibilitando o usuário de liquidar o valor total e levando-o para um patamar de endividamento perigoso.

Quando o assunto é o valor da fatura, a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL aponta que, dos brasileiros que usaram o cartão de crédito em dezembro, 44% observaram acréscimo no valor, enquanto 20% notaram queda nos gastos e outros 29% citaram estabilidade. Na média, o valor da fatura dos consumidores entrevistados foi de R$ 966,32.

O cartão de crédito se torna inimigo do consumidor quando este não tem controle sobre os gastos. Quando despesas como combustível e alimentação passam a ser pagas no cartão - pior de tudo, quando é parcelado -, o risco é grande. Tal comportamento vai contra o que preconiza a maioria dos planejadores financeiros. Por se tratar de gastos para determinados momentos, a orientação é que não se use o cartão nesses pagamentos, somente em último caso. Isso porque, o consumidor pagará no próximo mês algo que consumiu lá atrás, perdendo a rédea das finanças.

A pesquisa do SPC também faz uma abordagem sobre esse assunto e aponta que o cartão passou a ser usado não só para compras de itens de alto valor, mas também no consumo cotidiano. As compras de supermercado, por exemplo, foram o tipo de aquisição mais realizada no cartão em dezembro, citadas por 56% dos entrevistados. Em seguida aparecem vestuário e acessórios (45%), remédios (39%) e combustível (34%).

Com o cartão tomando o espaço que deve ser ocupado pelo dinheiro em espécie, a probabilidade de desequilíbrio financeiro cresce, especialmente quando as pessoas não têm uma educação financeira consistente. Dinheiro é bom, cartão é excelente, mas se não for usado de forma consciente traz um grande problema para o orçamento pessoal e familiar. Vale a pena se respeitar o próprio limite.

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