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Cuiabá, Sexta-feira 24/05/2019

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14.03.2019 | 11h02

Ao redor de Cuiabá

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Alfredo da Mota Menezes

Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

As cidades que circundam Cuiabá e Várzea Grande estão entre as mais pobres do estado. O Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, mostra isso claramente.

 

Entre os 141 municípios do estado, Santo Antônio de Leverger está na posição 114 em IDH; Poconé, 118; Rosário Oeste, 122; Livramento, 129; Jangada, 131; Acorizal, 132; Melgaço, 138. É tempo de criar um modelo de desenvolvimento para a região.

Tempos atrás apareceram comentários de que se estava fazendo estudos para se ter aviários neste pedaço do estado. Os aviários seriam diferentes, com adaptações especiais, para enfrentar o calor local. Que este assunto, nos estudos, estava resolvido. E que esses frangos abasteceriam o Frigorífico da Sadia em Várzea Grande. Por que o tema morreu? Por que nada nem ninguém assume essa bandeira?

 

Naquele momento se falava ainda que grupo empresarial do campo estaria fazendo estudos sobre as terras da Baixada Cuiabana. E que havia chegado à conclusão de que, com adubagem correta, poderia aqui ser plantado milho, algodão e até mesmo soja. Cadê o estudo? Por quê, outra vez, morreu o assunto?

 

Falou-se até que, se por aqui por perto não pudesse plantar, se poderia ir a terras de Rosário Oeste e plantar milho. Este milho serviria para alimentar frangos nos mais de 1.200 aviários que supostamente viriam. Aquele milho poderia ainda ajudar na criação de suínos na área. Hoje, com o DDG ou farelo do milho, gerado na produção do etanol, seria até mais em conta.

 

Tem o problema ambiental para resolver? Por que, como pedia a coluna anos atrás, não se faz como se fez em Mato Grosso do Sul? Lá o governo reuniu durante dias, num mesmo debate, gentes do Ministério Público, ambientalistas, especialistas no Pantanal e saíram dessa discussão com um mapa de onde se podia plantar ou não na região.

 

Essa definição ajudou até mesmo nos futuros financiamentos. O banco só emprestaria àqueles que fossem produzir na área definida naquele acordo. Por que não se faz algo parecido aqui? Já imaginou se pudesse plantar, sem problemas para o Pantanal, em pelo menos 30% da área?

 

Tem um programa nacional de irrigação com subsídios especiais. Por que não usar para, se necessário, borrifar água nos sonhados aviários e criação de suínos por causa do calor daqui?

 

Por que não usar também a irrigação subsidiada para se criar um polo de fruticultura, com base em caju e manga? Por que o Nordeste, com todos seus problemas climáticos, produz frutas e aqui, com terras, água e clima favorável, não se busca algo parecido? Não daria ainda para se ter um polo gigante de produção de pescado? E o turismo ribeirinho? Em que o turista se envolvesse com o folclore, músicas, comidas e linguajar dos habitantes da área. Por que no Pará e Amazonas tem e aqui nada?

 

Não dá para juntar os prefeitos da região, governo, Assembleia Legislativa, UFMT, AMM para uma conversa sincera sobre alternativas concretas para essa realidade do, talvez, conjunto mais pobre de municípios do estado?

 

Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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