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28.01.2018 | 00h00

Choro excessivo do bebê?

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Muitos pais sofrem com o choro incessante dos recém-nascidos, a causa às vezes é desconhecida e pode variar bastante. Os problemas mais comuns são as cólicas e constipações, refluxo gastroesofágico, torcicolo congênito, alterações no sono e até assimetrias cranianas. O que poucos pais sabem é que esses males podem ser amenizados e tratados pela Osteopatia pediátrica e dessa maneira trazer benefícios para o desenvolvimento do bebê.

A técnica da Osteopatia em recém-nascidos é muito difundida na Europa, para se ter ideia, em alguns países o osteopata faz parte da equipe multidisciplinar e atende as gestantes e recém-nascidos ao lado do obstetra e do pediatra.

Isso por que até no momento do parto o uso de equipamentos como o fórceps, por exemplo, pode expor os bebês a assimetrias, já que nesta fase da vida ele é praticamente formado por cartilagem. Assim que nascem os ossos possuem apenas 30% de cálcio, se comparado a um adulto. Até mesmo no ventre da mãe podem ocorrer pequenos achatamentos, deslizamentos e deformações cranianas. Essas características, geralmente, voltam ao normal depois do nascimento. Mas, caso isso não aconteça naturalmente e para que não haja complicações e outros desequilíbrios, a Osteopatia entra em ação.

Um dos problemas mais frequentes é a cólica, ainda que não se saiba exatamente o que a provoca. Aproximadamente cerca de 20% dos bebês sofrem com esse sintoma, e ela aparece tanto em meninos quanto em meninas, crianças amamentadas no peito ou com fórmula de leite. Nas sessões de osteopatia, a cólica é um dos incômodos que podem ser tratados facilmente.

Outra situação muito comum no recém-nascido é o torcicolo, devido ao fato de que o bebê permaneça com a cabeça quase sempre virada para o mesmo lado. Apesar de ser uma situação comum e que poderá desaparecer naturalmente com o tempo - não por se tratar sozinha, mas por outras estruturas a compensarem mecanicamente, o osteopata pode também pode tratar.

Vale lembrar também que outros sintomas no pós-parto como o refluxo constante, irritabilidade e choro em excesso, sono perturbado, insônia, dificuldade de sucção no momento da amamentação e flatulência além do comum, são indícios de que a criança deve passar pela avaliação minuciosa de um osteopata.

Em todos estes casos, a osteopatia pediátrica é recomendada, e independentemente do profissional, a técnica é realizada com mãos suaves enquanto o bebê é observado e as alterações são reavaliadas e corrigidas. Diferentemente das consultas de pediatria, nas consultas de osteopatia reina a tranquilidade e a suavidade. No primeiro mês, quase todos os bebês passam a consulta dormindo. A osteopatia pediátrica irá ajudar no bem-estar da família e no desenvolvimento do bebê, lhe proporcionando melhor qualidade de vida.

Vanessa Zanchi é fisioterapeuta/Osteopatia

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