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16.04.2019 | 08h12

Cuiabá de menos quer mais

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Onofre Ribeiro

Reprodução

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Os 300 anos de Cuiabá nem foram de festa, nem foram de realizações. Foi de nada! Mas a cidade merecia mais. Quem estuda a História sabe que a capital da Província de Matto Grosso já chegou a ser a cidade mais populosa do Brasil em momentos do século 18. De essencial mesmo desse período ficou o seu papel de núcleo português mais a Oeste no país na defesa da fronteira com a Espanha ao tempo do Tratado de Tordesilhas.

 

A partir de Brasília, desde 1960, Cuiabá aos poucos vai saindo do isolamento e alcança o pico com a nova Marcha para o Oeste, do governo do general Garrastazu Médici, que pretendeu ocupar a Amazônia partindo objetivamente de Cuiabá, de 1973 em diante.

 

De lá pra cá a história é conhecida. O que se tem claro é que o futuro de Cuiabá está ligado ao futuro de Mato Grosso numa série de aspectos. Um deles, diz respeito ao papel do Estado dentro das projeções mundiais do crescimento populacional e à demanda de 70% no consumo de alimentos, água e energia, de agora até o ano de 2050 (Dados da Fao), da ONU).

 

De outro lado, tão logo se estabilize a economia brasileira, investimentos nacionais e internacionais avançarão em volume imenso sobre setores da economia nacional como infraestrutura de rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias. Sem contas nas áreas ambientais, minerais e de recursos naturais como a madeira, por exemplo. E no caso de Mato Grosso na produção agropecuária e no segundo momento na agroindustrialização.

 

De agora por diante quando se fala em economia não se fala mais nas velhas máquinas e nem nos velhos processos de produção. A tese é a do uso de extremas tecnologias. Aqui fica claro que a produção dos novos recursos humanos para esta fase que já se inicia logo ali depois da próxima curva, além de outros tantos fatores sobre Cuiabá.

 

Exemplo: queiram ou não os seus pobres pensadores e gestores públicos, será a cidade-base de todo esse novo processo de ocupação. O de 1973 mudou a cidade profundamente. Agora, não mudará do ponto de vista urbanístico, mas exigirá sua transformação em polo tecnológico de conhecimento e de difusão desse conhecimento. Além, claro, de uma enorme articulação econômica e tecnológica com o restante do país e do mundo. Absolutamente cosmopolita e universal!

 

Logo, falar de 300 anos encerra um ciclo. Importa falar do ciclo seguinte. Como em todos os ciclos histórico anteriores precisou de heroísmos. Hoje a cara é outra. É a cara de inteligência estratégica. Não a vejo no horizonte de curto prazo, à luz da atual política pequena e medíocre!

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso. Email onofreribeiro@onofreribeiro.com.br e www.onofreribeiro.com.br

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