Cuiabá, Quarta-feira 14/11/2018

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01.02.2018 | 01h30

Cuiabá de olho nos 300

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Recentemente foi divulgado o estudo Tipologia Intraurbana: Espaços de diferenciação socioeconômica nas Concentrações Urbanas do Brasil", do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados um tanto antigos, relativos a 2010. Entre as capitais da região Centro-Oeste, Cuiabá obteve a pior avaliação quanto às condições de vida da população. Como critério, utilizaram-se parâmetros como saneamento básico, domicílios de alvenaria, grau de instrução e rendimento das famílias. É provável que um retrato da Cuiabá atual, de 2018, talvez não indique tanta defasagem em relação às capitais vizinhas. Mas a evolução em indicadores sociais, embora alegada pela Prefeitura de Cuiabá, não tem sido a esperada. A principal cidade do estado campeão nacional na produção de grãos ainda tem variados bolsões de pobreza e miséria, bem como ruas sem asfalto e esgoto correndo a céu aberto. Aliás, a ausência de um sistema decente de saneamento básico pode ser percebida em qualquer parte da cidade, mesmo no centro e bairros mais sofisticados. A segurança também é precária.

O temor de um assalto ou algo pior é presente na rotina da população. A saúde, no entanto, é o ponto de maior carência. De infraestrutura, especialmente, o que cria cenas de absoluto sofrimento para quem precisa da saúde pública ou de um leito de internação em UTI, por exemplo. Educação também padece de dificuldades antigas. Diante de todos esses problemas, que não são poucos, o que faz Cuiabá ser apaixonante para quem vive aqui? A resposta é subjetiva, mas quando os elogios surgem, todos convergem para um ponto: a generosidade do povo, a hospitalidade e a sensação de se sentir acolhido.

O calor tão criticado por muitos parece ser o pano de fundo necessário para que as pessoas se permitam ser calorosas e expansivas a maior parte do tempo. Há pouco espaço para a frieza e o esnobismo, muito espaço para a esperança de viver em uma cidade que respeita os seus moradores. Esta cidade completará 300 anos em 2019. Para quem vive aqui desde que nasceu, para quem adotou o lugar décadas atrás, para quem está chegando agora e também para quem está indo embora daqui, o desejo é o de torcer sempre por Cuiabá. É certamente uma das cidades mais humanas do país, na verdadeira acepção da palavra, mas, ainda assim, deve se transformar para servir de orgulho para o seu povo. E o reforço do vínculo com a cidade, a satisfação de morar aqui, passam muito pela responsabilidade de seus gestores. Este é um recado direto para o atual e os prefeitos vindouros: não tratem a cidade como objeto, trampolim político ou um meio escuso de enriquecimento individual. Prestem cada vez mais atenção aos seus problemas mais crônicos, trabalhem duro para tentar resolvê-los, pensem sempre na melhoria da qualidade de vida da população. O jornal A Gazeta continuará sendo o porta-voz do cidadão insatisfeito e injustiçado. É uma forma de lembrar as autoridades que a capital do Estado merece um tratamento digno. De perto ou de longe, o que todos os cuiabanos natos ou de coração esperam é que a apaixonante cidade não os decepcione.

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