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11.01.2019 | 08h30

Fechar a Empaer seria um erro grave

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Aluisio Arruda

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Se hoje MT é o maior produtor de soja, do algodão, girassol e outros grãos no Brasil, muito desse sucesso se deve às valiosas pesquisas e ações desenvolvidas por competentes e dedicados técnicos, pesquisadores e doutores nos laboratórios na Empa, Acarmat, hoje Empaer, onde muitos até hoje dão contribuição inestimável.

 

As terras do cerrado que compõem a maior parte dos campos produtivos antes tinham pouca serventia, muitos diziam que só serviam para criar calangos. A grande descoberta dos nossos pesquisadores foi que essas terras ácidas, se corrigidas com calcário e outros nutrientes, poderiam ser muito produtivas.

 

Mato Grosso exportou e repassou essa tecnologia para muitas regiões do Brasil. O combate ao bicudo, principal praga do algodão, também teve significativa contribuição da Empaer para que MT produzisse 60% de algodão do Brasil.

 

Mas não foi apenas nas áreas do agronegócio e na pecuária, mas também na agricultura familiar que coloca em nossas mesas cerca de 70% dos alimentos que consumimos. Hoje MT tem o maior número de pequenos e médios produtores da agricultura familiar do Brasil e também foi através da Empaer e seu laboratório de piscicultura que MT se destaca entre os primeiros na produção do pescado, exportando inclusive para vários países.

 

Mas se não bastasse toda essa contribuição da Empaer a MT, seria bom lembrar aos governantes que menosprezam sua importância que em nenhum outro Estado do país fecharam suas empresas afins, as Ematers. Primeiro pelos motivos já expostos, a salientar a produção de alimentos da nossa mesa, mas também para garantir a permanência do homem no campo produzindo e não para aumentar ainda mais os problemas sociais nas periferias das cidades, principalmente na Capital.

 

A Empaer tem cerca de 250 escritórios, em todos os municípios de MT, organizados em 7 regionais e, como qualquer outra empresa, pode haver alguns problemas ou distorções, porém facilmente corrigíveis.

 

A Empaer já superou situações muito piores do que esta em que hoje se encontra. O governo Dante de Oliveira encontrou a empresa com dívida milionária e milhares de processos. Tentou solução com oito dirigentes em quatro anos, até que foi aconselhado também a fechar a empresa. Deputados comprometidos com a agricultura familiar convenceram o governador a fazer mais uma tentativa e indicaram o meu nome para presidir a empresa. Com apoio e determinação de todos os dirigentes regionais e de todo o quadro técnico, conseguimos pagar cerca de 80% das dívidas, zerar os 1.500 processos e por dois anos consecutivos colocamos a Empaer em 1º lugar do Brasil, bem à frente das demais Ematers.

 

Hoje a situação da Empaer é muito mais tranquila e, apesar de alguns problemas, com certeza, pode continuar prestando inestimável contribuição a MT nas áreas que atua.

 

Fechar a Empaer seria um erro com graves prejuízos a Mato Grosso.

 

 

Aluisio Arruda, jornalista é  arquiteto e urbanista, ex-presidente da Empaer.

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