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09.11.2017 | 00h00

Mato Grosso e o momento

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Nesta semana a União Europeia decide se renova a autorização do uso do pesticida glifosato (Roundup) da Monsanto por mais três anos, como quer a França, ou por mais cinco anos. Depois dessa renovação não haverá outra mais. O tema é de interesse para Mato Grosso. Se proibirem espalha pelo mundo e poderia atingir o estado também. O mercado mundial passaria a não comprar bens do campo se tiver aquele produto.

Outro assunto. Jornais reproduziram uma fala de um expert em agronegócio nos EUA. Disse que o custo da terra no Brasil seria o mais alto do mundo. Um dos motivos seria a logística de transporte, coisa que todos sabemos. Entroniza o que ocorre no rio Mississippi e que aqui quase não se tem hidrovias. Usou uma frase que copio: "os rios para eles não funcionam". Cadê, como exemplo, as hidrovias de MT?

Ele acrescentou outro motivo que, como leigo, não sabia: que aqui é mais fácil a proliferação de pragas. Que no Brasil precisa mudar de pesticida a cada três anos, nos EUA se muda a cada 10 ou 15 anos.

Fala que a produção agrícola no Brasil só subsiste por causa da China. Sem ela, com os custos que se tem, a agricultura não estaria do tamanho que está. Chega-se à antiga conversa: se a China pegar uma gripe, o Brasil, com MT à frente, teria uma pneumonia.

Mais um. Já está pronto para ir ao plenário do Senado e ser votado até o dia 30 de novembro as novas regras sobre a Lei Kandir. Dois itens interessam a Mato Grosso. Um, o total de recurso sairia de 3.9 bilhões de reais para nove bilhões. MT, que hoje recebe uns 400 milhões de reais, passaria a receber 1.1 bilhões de reais. Mais que dobraria se for aceito o relatório do Wellington Fagundes.

Outro item é que se determinariam prazos e regras para o dinheiro ser pago. Não como hoje que se tem que ficar pedindo pelo amor de sei lá quem para Brasília liberar o recurso. Mais que dobrar o recurso da lei Kandir seria um presente de fim ano danado de bom para o estado, não?

Tudo indica que até o dia 21 deste mês a Assembleia Legislativa aprova o Teto do Gasto Público. MT deixaria de pagar os juros da divida com a União e sobraria, segundo se comenta, 1.3 bilhões de reais para ser aplicado no que for no estado.

Outra conversa do momento é sobre a renegociação da dívida em dólar do estado. Se ocorrer, o juro anual que hoje é de 5% passaria a ser 2%. Não tem jeito de segurar o aumento do dólar, mas tem uma saída, segundo agentes do governo na negociação. Se exceder um determinado teto pelo aumento do dólar, isso seria pago no final do pagamento da divida. Se tudo isso acontecer sobraria mais dinheiro para o estado por aí também.

Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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