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11.01.2019 | 08h04

Melancias no Alasca?

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Arno Schneider

Divulgação

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Após a conferência do clima realizada na Polônia promovida pela ONU sobre mudanças climáticas, foram novamente prognosticados eventos sombrios se nada for feito com relação à redução das emissões dos gases de efeito estufa (GEE).

Disse o secretário geral da ONU: Já é uma questão de vida ou morte. Estamos na iminência de não haver mais tempo para reverter a situação.

 

Segundo o relatório, já estão ocorrendo eventos climáticos cada vez mais extremos e sem precedentes.

 

Uma novidade deste último relatório foi a introdução das migrações da América Central e México para os EUA como sendo decorrentes do aquecimento global. Alertam para um provável deslocamento de outras dezenas de milhões de pessoas de áreas tropicais e subtropicais, principalmente da Índia, para regiões mais temperadas.

 

Chegam a afirmar que nações inteiras, ecossistemas e modos de vida simplesmente deixarão de existir.

 

Será mesmo que estas mudanças já estão em curso e que estes prognósticos são verdadeiros?

 

Para começar, não há nenhum relato de um evento climático extremo acontecido nos últimos 30 anos (desde a criação do painel) que já não tenha ocorrido antes em igual ou pior intensidade ou frequência.

 

Entre os anos de 850 até 1250 da nossa era houve um aquecimento do planeta que permitiu aos vikings colonizar a Groenlândia, hoje coberta de gelo.

 

Mais recentemente, verificou-se um aquecimento de 1925 até 1946, seguido de um resfriamento de 1947 até 1976 que causou o fim dos cafezais no norte do Paraná. Na sequência, até 1998 ocorreu um novo aumento de temperatura, seguido de estabilidade climática até os dias atuais.

 

As emissões naturais de CO2 do planeta somam aproximadamente 200 bilhões de toneladas. E as antropogênicas, 6 a 7 bilhões. Somente 3 a 3,5% das emissões totais são por causa humana. Será que este pequeno adicional teria o potencial de modificar o clima?

 

É bem provável que as oscilações do clima possuam causas cósmicas.

 

Desvios cíclicos da trajetória da Terra ao redor do sol podem causar alterações de frio e calor. Manchas solares que são um indicativo da maior ou menor atividade solar são cíclicas e influenciam o clima.

 

A inclinação do eixo da Terra e a variação da órbita lunar também tem oscilações periódicas que influenciam o clima e o aumento do nível dos oceanos.

 

Quando Einstein enunciou a sua teoria da relatividade, 100 cientistas fizeram um manifesto contestando seu trabalho. Einstein respondeu: por que 100? Basta 1 que apresente prova válida.

 

O debate público sobre o aquecimento global e mudanças climáticas já fugiu da ciência. Estes títulos já foram sequestrados pelos políticos de ocasião e pelas barulhentas utopias de uma parte dos ambientalistas.

 

No meu entender, o Painel do Clima não está jogando limpo.

 

Não há nenhuma probabilidade de ocorrer um colapso planetário imediato causado pelas emissões antropogênicas de GEE.

 

É razoável, portanto, que não se estabeleçam políticas públicas, muitas vezes caras, para resolver hipotéticas mudanças climáticas para as quais a ciência ainda não deu o seu veredicto final.

 

É preciso incentivar um debate amplo, à luz unicamente da ciência.

 

Todas as vezes que o Painel do Clima da ONU se manifesta, não promete a vinda de um profeta, mas garante o apocalipse.

Faz 30 anos que estão nos dando um susto atrás do outro, prognosticando o caos planetário em função do aquecimento global.

 

Se isto fosse verdade, já deveríamos estar a meio caminho da fritura e o estado americano do Alasca já seria o campeão de produção de melancias.

 

Arno Schneider é engenheiro agrônomo e pecuarista

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Comentários

MANOEL - 11/01/2019

linda materia sr Arno. Parabens

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