Publicidade

Cuiabá, Sexta-feira 23/08/2019

Colunas e artigos - A | + A

11.08.2019 | 10h42

Pai é quem ama e cuida

Facebook Print google plus

José Expedito da Silva

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

  

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, pai não é somente quem nos gerou. A figura paterna pode ser representada pelo tio ou avô que nos criou, e até mesmo pelo padrasto.

 

Somos do tempo em que não são raros os casos de casais que se apaixonam, têm filhos e terminam o relacionamento, alegando que o amor entre os dois chegou ao fim e que é melhor cada um seguir a sua vida. E, ao encerrar essa “sociedade”, pais e mães nem sempre avaliam as consequências da separação para seus filhos antes de começarem uma nova relação.

 

Surge assim, a “paternidade afetiva”: o novo parceiro da mãe, que geralmente fica com a criança, acaba por se tornar um verdadeiro pai no dia a dia desse novo núcleo familiar. O mesmo pode ocorrer com o pai separado, que acaba assumindo outro relacionamento também com filhos ou filhas.

 

O caminho mais comum e natural, porém, é que o avô passe a ser a figura paterna na vida de muitas crianças, assumindo em muitos casos até responsabilidades financeiras, tarefas de levar e buscar na escola, além dos compromissos de lazer e passeios.

 

Para a criança o avô/pai é uma referência de estabilidade e segurança, aquele “porto seguro” nos momentos difíceis, de turbulência, em seu novo modo de vida. Para o avô, que assume a “paternidade afetiva”, é uma experiência de vida muito gratificante porque, além da sensação de estar proporcionando o melhor para seus netos, a recompensa é certa. Todo o carinho, atenção e cuidados dispensados retornam em pequenos gestos de amor puro e sincero daquela frágil criança. Tudo isso renova suas forças e inspira iniciativas empreendedoras, para garantir que essa nova etapa da paternidade possa ser cumprida com a mesma dignidade da primeira.

 

A experiência comprova que os avós que recebem essa nova incumbência são mais felizes e realizados, porque acabam ganhando uma nova chance de educar, de maneira menos repressiva, sem repetir eventuais erros que tenham cometido na educação de seus próprios filhos. São mais tolerantes e compreensivos, mesmo quando têm que repreender ou corrigir algum comportamento errôneo da criança.

 

Essa cumplicidade maior entre os avós e seus netos muitas vezes é mal compreendida e interpretada como uma proteção danosa à boa educação. Porém, se for impregnada de amor, paz, justiça e verdade, certamente será benéfica, porque oferecerá um espaço para o crescimento e amadurecimento da criança, amenizando e até curando possíveis traumas decorrentes da separação dos pais. Mais do que presença física, toda criança quer e precisa da “paternidade afetiva”, presença amorosa e protetora que comunica o amor de Deus, o Pai das Misericórdias.

 

Nesse dia dos pais, queremos abraçar com profunda gratidão, a todos aqueles que, por laços biológicos ou afetivos, assumem plenamente a paternidade!

 

José Expedito da Silva é jornalista e apresentador do Jornal Café da Manhã, pela Rádio Canção Nova.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Qual sua opinião sobre trabalhar aos domingos?

Parcial

Edição digital

Sexta-feira, 23/08/2019

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 18,80 0,27%

Algodão R$ 90,18 0,56%

Boi a Vista R$ 137,00 -0,36%

Soja Disponível R$ 75,60 -0,40%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2018 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.