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28.01.2018 | 08h15

PT abre campanha

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 Não poderia haver evento mais útil aos propósitos do PT do que o julgamento do recurso de defesa de Lula pelo TRF-4, que manteve a condenação por 3 a 0 e elevou a pena para doze anos e um mês na última quarta-feira. O partido carecia de um grande motivo para reanimar a militância, nos últimos anos afogada na borrasca que começou no mensalão e desembocou no petrolão, a Operação Lava Jato.

Lula se compara a Tiradentes ou Mandela, sem rubor na face, para assim embalar o partido, temeroso da própria existência por ocasião do mensalão. Lula era e continua a ser o elo que une as alas do partido, pelo carisma e por ser o principal puxador de votos do país.

Apesar da punição severa, seguirá caminhando na trilha da candidatura, vestindo o manto de vítima das elites, agora engrossadas pela elite de toga do Judiciário.

A campanha se desenvolverá sob um clima de alta tensão, fomentada por contingentes barulhentos, entre os quais os exércitos da CUT e do MST, com disposição de fechar rodovias e invadir propriedades, na esteira de recomendações de quadros petistas, com destaque para a presidente do partido, Gleisi Hofmann, e o senador Lindberg Farias, incitando a militância a pegar em armas contra os inimigos e a tomada do poder pela violência.

Consiga ou não posicionar-se como candidato até 17 de setembro, data limite para a garantia de presença nas urnas, Lula preencherá a planilha de necessidades que o PT planejou: reacender as fogueiras do petismo, puxar um cordão de candidatos proporcionais nos Estados e, quem sabe, até eleger governadores.

Se Lula for impedido de ser candidato, seu eventual substituto acabará entrando na tuba de ressonância construída pelo julgamento dos juízes de Porto Alegre e poderá puxar razoável baciada de votos, principalmente no Nordeste, região que detém 27% dos votos do território.

Sem Lula como candidato, a esperada polarização entre ele e Bolsonaro, pela extrema-direita, perde força, sendo provável o impulso a ser dado ao candidato do centro, principalmente se o governador de São Paulo Geraldo Alckmin canalizar forças encasteladas nas áreas de centro-direita e centro-esquerda.

Esse cenário não abrigaria outras candidaturas centrais, como a de Henrique Meirelles ou a de Rodrigo Maia, situação que produziria dispersão de votos. Álvaro Dias, que habita também o centro, não teria votos suficientes para ser o principal protagonista do terreno. Seu perfil é regional. Nessa condição, poderia estar Luciano Huck, caso induzido a entrar na arena.

Voltando ao PT, é possível concluir que não será desta vez que o partido será batido fragorosamente. Lula, mesmo não sendo candidato, será o responsável pela sobrevida do petismo. Se vier a ganhar os recursos jurídicos, o clima de polarização reacenderá a fogueira entre “nós” e “eles”. Ainda assim, a vitória do PT seria a alternativa menos provável.

Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP é consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato

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