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16.01.2018 | 00h00

Terrorismo ambiental

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Há alguns dias a Agência Espacial dos EUA, a Nasa, divulgou um levantamento mostrando que o Brasil utiliza de três a quatro vezes menos território com agricultura do que a média mundial. Na União Europeia o uso chega a 65% e, nos Estados Unidos, 18,3%. As informações são demolidoras sobre os movimentos das duas últimas décadas divulgados à exaustão por organismos não governamentais e governamentais de países europeus e dos EUA.

A bem da verdade foi uma onda de terrorismo ambiental condenando o Brasil ao extremo por desmatamentos. Algumas organizações não governamentais em especial, como a WWF, Greenpeace, aterrorizaram os agricultores brasileiros e os órgãos ambientais. A onda ganhou adeptos na gestão Marina Silva, no Ministério do Meio Ambiente, tomado por ambientalistas ideológicos. Ou nas universidades públicas de pouca ciência e muita ideologia.

Dados divergentes de satélites foram transformados em verdades absolutas. Quem poderia contestá-los não o fazia: universidades, órgãos oficiais ou ongs brasileiras. No dizer do mato-grossense, "era um pé de pequi". Quanto mais divulgação negativa mais dinheiro vinha da Europa e dos EUA pra manter o terrorismo ambiental. Duras verdades. Mas reais!

Aos poucos os painéis da geopolítica e da economia mundiais foram mudando. A crise financeira nos EUA em 2008 e os seus desdobramentos lá e no mundo modificaram muito as abordagens radicais. Ongs como a poderosas WWF amansaram a linguagem e passaram a colaborar com a economia brasileira e não mais na ofensiva contra. Reduziram o terrorismo.

Alguns dos dados divulgados no estudo da Nasa comprovam o terrorismo ambiental. As maiores áreas cultivadas estão na Índia (179,8 milhões de hectares), nos Estados Unidos (167,8 milhões de hectares), na China (165,2 milhões de hectares) e na Rússia (155,8 milhões de hectares). Somente esses quatro países totalizam 36% da área cultivada do planeta. O Brasil ocupa o 5º. lugar, seguido pelo Canadá, Argentina, Indonésia, Austrália e México. Outros como Reino Unido cultivam 63,9% de seu território, Dinamarca, 76,8%, Alemanha, 56,9%, Irlanda, 74,7%, Países Baixos, 66,2%.

E o Brasil? Cultiva 7,6% do seu território.

Mesmo assim é um quatro grandes líderes mundiais na produção de alimentos. Isso por si só explica o terrorismo ambiental. Era, na verdade, terrorismo econômico para frear um gigante em potencial! Voltarei ao assunto para desdobrar mais esse comportamento anterior e os porquês de sua mudança.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso. E-mail: onofreribeiro@onofreribeiro.com.br

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