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Entrevista da Semana 07.07.2019 | 09h44

Não dá para culpar o signo pelas besteiras, afirma astróloga

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João Vieira

João Vieira

Formada pelo Centro de Astrologia Psicológica de Londres, a astróloga Maria Eunice Sousa trabalhou mais de 20 anos com vendas antes de se apaixonar pela astrologia. Acostumada a ouvir perguntas sobre signos, mapa astral e como eles podem, ou não, ser culpados pelas ações de cada um, ela foi convidada para uma entrevista com o para esclarecer algumas dúvidas sobre como as estrelas afetam a nossa vida.

 

Gazeta Digital – Como começou o seu contato com a astrologia?
Maria Eunice – Eu fui descobrir a astrologia aos 33 anos, quando fiz o meu primeiro mapa astral e foi amor à primeira vista, me instigou muito e me deixou fascinada. Em 2008, eu era representante comercial e estava bastante insatisfeita e resolvi me mudar para a Inglaterra. Quando cheguei lá tinha a escola de astrologia que eu mais gostava, de orientação psicológica. É muito interessante, eu não saí daqui para estudar astrologia, meu plano era estudar artes. Mas hoje eu sei que eu fui lá para isso.

 

GD – Como é o trabalho de um astrólogo?
Maria Eunice – O trabalho do astrólogo é trabalho de tradutor, vai olhar o céu, esses símbolos e traduzir para uma linguagem que o público comum entenda. O público é bastante variado. Atendo muitas pessoas que já conhecem astrologia, já fizeram mapa com outros profissionais, levam a sério. Atendo muita gente que vem pela primeira vez. Pessoa que vem em momento de crise e quer entender, quer um direcionamento, sente um chamado para fazer uma escolha. Vem porque quer se entender melhor, porque tem determinado padrão de relacionamento ou profissional.

 

GD – O que é o mapa astral que as pessoas tanto falam?
Maria Eunice – Eu atendo com mapa natal, que é exatamente a consulta em que a pessoa vai se entender melhor, como é a sua alma. É como se fosse um manual de instruções pessoal. Também aponta tendências para o período que vem pela frente, para cerca de um ano ou um pouco mais. É a consulta básica.

 

Mas também trabalho com o mapa de astrocartografia, que é uma técnica que poucos astrólogos trabalham no Brasil. É a astrologia de localização. Abre o mapa mundi e coloca sobre ele o mapa astrológico e a partir das linhas planetárias, a gente vai dizer que lugares no mundo são favoráveis e que lugares que não são tão bacanas. E pode apontar lugares favoráveis para diversos objetivos, para prosperar financeiramente, para ter sucesso, para melhorar relacionamentos, casar, aposentar, ou simplesmente para tirar férias.

GD – O que significa dizer que uma pessoa é de determinado signo? Isso define quem ela é?
Maria Eunice – O zodíaco descreve uma jornada de desenvolvimento humano. Esses 12 signos representam arquétipos que estão presentes na psicologia humana, mas ninguém é um arquétipo. O signo solar é quando fala "sou de câncer, de touro". Onde o sol estava passando quando você nasceu. Mas acontece que a cada ano, o sol fica cerca de 30 dias em cada signo, é impossível que a humanidade inteira se encaixe em 12 padrões de comportamento e ser.

GD – Além da posição do sol quando a pessoa nasceu, o que mais pode influenciar na personalidade?
Maria Eunice – Além do sol, que é a estrela central do nosso sistema, também trabalhamos com vários outros corpos celestes, outros planetas, asteroides, vários outros pontos, ângulos, cálculos matemáticos. A pessoa não é somente o signo solar. Quando vai falar de quem ela é realmente, precisa olhar o mapa natal, vai olhar para o indivíduo, que não tem ninguém igual a ela. O signo solar é apenas a ponta do iceberg.

 

Cada astrólogo usa suas próprias técnicas, no meu caso, trabalho com o sol, a lua trabalho, 9 planetas e mais um asteroide. Além desses corpos celestes físicos, trabalho também com ângulos do mapa, que são o ascendente.

 

Trabalha com vários pontos do mapa astrológico. Os 3 principais são o sol, que representa a identidade, o núcleo do ser; a lua, que representa o passado, as nossas reações instintivas, as nossas necessidade; e o ascendente, que vai descrever como essa pessoa enfrenta o mundo, a imagem que tem.

 

GD – Então dá para falar que a culpa é das estrelas?
Maria Eunice - Como tudo na vida, cada signo também tem o lado positivo e negativo. Todos os signos, do primeiro ao último, têm qualidades maravilhosas, incríveis e têm dificuldades. Depende muito de cada indivíduo. Não é igual para as pessoas, não dá para você ser categórico e dizer esse signo é terrível, porque a pessoas são únicas. Signos revelam padrões arquetípicos, mas cada pessoa vai viver esse padrão de um jeito muito próprio.

 

Você não é como você é porque o seu mapa determinou. Muita gente usa astrologia como desculpa. É o contrário, o seu mapa é como é, porque você é do jeito que você é. De uma perspectiva mais ampla, a sua alma, antes de nascer, ela escolheu aquele momento, aquele lugar para nascer, era o momento em que o céu ia combinar com aquilo que você ia fazer aqui na terra. O mapa expressa quem você é, ele não determina quem você é. Então não vale culpar o mapa pelas bobagens que a gente faz na vida.

 

GD – Isso quer dizer que qualquer signo pode mudar e melhorar?
Maria Eunice - Tem coisas na vida sobre as quais você não tem escolha, na perspectiva dessa vida. Você não escolheu a família onde nasceu, esse corpo, nem o sue pai, sua mãe, as circunstâncias, a condição socioeconômica. Tudo isso foi te dado, não dá para escolher. A gente diz “isso é um destino”, não pode mudar. O que você faz com tudo isso que você ganhou, é outra história. Você vai passar a vida inteira culpando o seu passado pelo que faz hoje?

 

O que o mapa pode te oferecer é esse senso de responsabilidade, pelas escolhas que faz, pela vida que vive e pessoa que é, em vez de ser vítima da vida. Condições que chegamos na vida é destino, o que vai fazer depois, é escolha.

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