Claudinet Antônio Coltri Júnior Ética, flexibilidade e bom senso - parte 3
Pois bem, chegou a vez do bom senso. Já tratamos da ética e da flexibilidade, respectivamente, nas duas semanas anteriores.
Quando falamos em bom senso, obviamente, estamos lidando com questões de julgamento. Este, por sua vez, tem mais a ver com o que é de direito do que com o que achamos justo. Voltamos à ética. Se há regras estabelecidas, as decisões tomadas devem ser em função do que elas dizem, e não do que as pessoas acreditam ser melhor (e, se isso ocorrer, é preciso mudar as regras).
Sthepen Covey, no livro Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes, trata da diferença entre os princípios e valores. Quem pauta a vida em valores pode pender suas decisões para a família, para igreja, para o trabalho, para o amigo, para o inimigo, para o cônjuge, para o dinheiro, para si próprio etc, ou seja, vale o que mais lhe apraz. Aqui, as decisões dependem mais da situação do que das regras. Se o filho do meu vizinho, por exemplo, faz algo errado, tenho um tipo de julgamento. Caso o meu filho realize a mesma coisa, posso ter um entendimento diferente. Alguns pais podem ser mais rigorosos no julgamento dos seus filhos. Outros, bem mais condizentes. Parentes próximos, nesta situação, podem considerar a decisão complacente como de bom senso. Vivemos, aqui, um dilema ético. E, assim, entre o posso, devo e quero, o terceiro é mais forte...
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