Raphael Curvo A diferença
A economia brasileira parece sentir o balanço da crise mundial de forma mais aguda. Um dos sinais é o arrefecimento do consumo e a queda na produção industrial que sofre uma concorrência desleal frente às importações, principalmente chinesas, que aqui aportam a preços irrisórios ante o produto similar da nossa indústria. O custo dos chineses, por exemplo, na produção e formação de preço final está restrita à utilização da matéria-prima e de maquinários. Já o custo Brasil é assombroso para a mesma produção. Esta situação impede o crescimento industrial e sua expansão interna e externa e comprimem salários perante a impossibilidade de maiores ganhos, lucros. O investimento é moroso.
Expandir o crédito e tão somente isso não vai ser item impulsionador para esse investimento e muito menos ainda para a sustentabilidade econômica do trabalhador brasileiro. O foco está desvirtuado. O crédito tem seu efeito positivo momentâneo, passageiro. Com a alta do preço dos produtos básicos, o assalariado em pouco tempo começa a perceber que não há a mesma proporcionalidade nos aumentos do seu ganho. Muito melhor e eficaz a redução de impostos/tributos aos produtos essenciais a sobrevivência do brasileiro do que redução em tributos para indústria automobilística, IOF e por aí vai. Isto porque esses produtos, via maquiagens, podem subir de preços rapidamente e a alíquota some nos cálculos...
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