Margareth Botelho Eram deuses os metrossexuais?
Dizem os cientistas que o ser humano vem passando por várias mutações no DNA e arriscam que elas beiram a 100 nos últimos 70 anos. Se esta taxa de mutação genética existe mesmo é estudo para mais de metro, ou seja, vai demorar um pouco para sabermos com certeza. Mas se no campo do corpo as coisas andam devagar, na cabeça, a corrida impõe altíssima velocidade. Ainda que a expressão e o modismo do homem metrossexual estejam por aí fazendo hora com muitas mulheres, tenho algo a comunicar: esses deuses não existem mais.
Os metrossexuais saíram de fininho e deram lugar ao homem chamado “heteropolitano”. Esse novo deus, nem grego e nem inatingível, nem corpo sarado e nem só perfume importado é a mais nova descoberta dos pesquisadores de comportamento. O heteropolitano é o que há de mais moderno em termos de homem. Enquanto a criatura metrossexual e o metrossexualismo, batizados em 1994 pelo jornalista britânico Mark Simpson, impõe gastos altíssimos com a aparência e/ou predileções estéticas, o heteropolitano trabalha duro, gosta de futebol e até de ser marido. Lava louça e coloca os filhos para dormir....
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