Gabriel Novis Neves Caixinhas
Do ensino primário até a universidade, aprendi que temos várias caixinhas em nosso cérebro. Nelas estão guardados os nossos sentimentos, emoções e conhecimentos muitas vezes censurados e aprisionados pelo nosso superego. Funcionava como didática de ensino e problema cultural a abertura dessas simbólicas caixinhas. Na universidade as caixinhas apareceram de forma abundante durante as aulas de psicopatologia.
Naquela época eu não conhecia o computador e, mal comparando, vejo que aqueles lugares reservados no meu cérebro se assemelham à área de trabalho do meu notebook cheio de caixinhas. No meu computador, cada caixinha guarda um assunto, às vezes confidencial, em que só eu tenho acesso. São informações traduzidas em verdadeiros segredos. Mas, será que esses segredos estão bem guardados, diante das conquistas tecnológicas cada vez mais sofisticadas? Está provado, pela cultura popular, que segredo não é coisa para se guardar...
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