Margareth Botelho Um estresse pra chamar de meu
Se você é daquele tipo de pessoa que não aguenta mais ouvir falar na palavra estresse porque já fica estressada, continue a ler este artigo. Não farei um tratado científico por absoluta falta de qualificação, mas confesso: estou estressada, embora não suporte essa apologia ao estresse. O diagnóstico que reporta ao termo ficou tão banalizado como é a tal da virose nos atendimentos de emergência em hospitais. O médico mal olha na sua cara. Você tenta abrir a boca para explicar o que está sentindo, mas ele interrompe, perguntando: teve febre, dor no corpo, vômitos, diarreia, dor de garganta? Sim, sim sim, sim... É virose, diz sem vacilar.
Pois é, com o estresse, a coisa anda mais ou menos desse jeito. Qualquer sintoma de irritação, cansaço, insônia, esquecimento e um punhado de dor, aqui e acolá, não dá outra: trata-se de estresse. O troço ficou tão rotineiro que até as crianças aprenderam a usar a expressão como uma boa desculpa quando simplesmente não querem fazer aquilo que os pais pedem. O termo estresse virou moda e epidemia, pode-se dizer. Pensando bem, o ritmo imposto pela vida chamada moderna proporciona inúmeros motivos que justificam um bom quadro de estresse, como a violência, o trânsito caótico, dívidas, cobranças excessivas no trabalho e na família. Enfim, “zilhões” de fomentadores para o tal do estresse. Eu só de falar no assunto, já estou ficando assim meio..., talvez..., mais..., es-tres-sa-da!...
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