Onofre Ribeiro Gente nova e eleição
Vindo de Brasília, encontrei no avião uma edição da revista de bordo “Almanaque Brasil”, que traz uma matéria com o título “A elite não compreende a nova classe média”. Este assunto me interessa há muito tempo e a partir da revista resolvi escrever este artigo, associando-o com as eleições municipais de 2012, as primeiras onde, efetivamente, a nova classe média vai votar olhando a sua comunidade.
Em 1994, tempos anteriores ao Plano Real, a pirâmide social brasileira era formada por 2% de classe A, 6% de classe B e os 92% restantes, eram as classes C, D e E. Essas não influenciavam em nada o rumo da sociedade e, muito menos, das eleições. Quem ditava mesmo o rumo era a classe B, compradora de carros novos, de apartamentos e casas novas, que viajava de avião, que ia à praia, e que punha filhos nas escolhas particulares e nas universidades públicas...
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