Onofre Ribeiro Transformações à vista
Em 1952 o psicólogo suíço Carl Yung publicou o livro “Sincronicidade: um princípio das conexões acasuais”, onde associou as aparentes coincidências da vida natural com uma corrente muito maior de transformações. Houve quem comparasse o sincronismo de Yung com a queda das 28 pedras de um dominó enfileiradas. Quando a primeira cai, as demais cairão na sequência, guardando um breve tempo entre si, mas cairão todas. É um exemplo de sincronismo.
O mundo atual está vivendo o sincronismo das transformações, como a queda das pedras do dominó. É um assunto complexo, mas merece uma abordagem ainda que breve, para espantar tanto susto diante de tantas coisas mudando ao mesmo tempo. A queda do Muro de Berlim, em 1988, pôs fim à iminência de uma terceira guerra mundial e a tecnologia dominaria todos os processos dali por diante. Mudou a política mundial em favor dos EUA, mas deixou aparecer uma China voraz, países emergentes como o Brasil, e o esgotamento dos modelos econômicos e políticos que vinham desde sempre...
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