Cidades Ouvidos em juízo nesta segunda-feira, os 2 jovens que estão presos sob acusação de envolvimento na execução do jornalista Auro Ida, 53, em julho de 2011, voltaram a jurar inocência e negaram todas as acusações que pesam contra eles. Evair Peres Madeira, 20, o Baby, apontado como o executor e Alessandro da Silva Paz, 23, apontado como intermediário, foram ouvidos pela juíza da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Maria Aparecida Ferreira Fago e não assumiram nenhum envolvimento com a execução de Ida, morto com 6 tiros de pistola na noite de 21 de julho no Jardim Fortaleza, em Cuiabá. Na audiência de instrução e julgamento deveriam ser ouvidas 11 pessoas, mas 2 faltaram.
O interrogatório continua nesta terça-feira (03) quando deverão ser ouvidos o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva (PSD) e seu irmão Priminho Riva. O parlamentar foi arrolado pela defesa dos acusados para depor, uma vez que a defesa acredita que Riva pode ajudar seus clientes, caso sustente a tese de que o crime possa estar relacionado com alguma queima de arquivo ligada a profissão da vítima, devido sua atuação no jornalismo político em Mato Grosso, como chegou a ser cogitado na época do crime.
Enquanto isso, o comerciante Rubens Alves de Lima, 30, vulgo "Rubão" apontado pelas investigações, como o mandante do assassinato do jornalista continua foragido. Por tal motivo, o processo será desmembrado para dar celeridade na ação contra Baby e Paz, atualmente presos em Cuiabá. Contudo, Alves, caso não compareça em nenhuma das audiências no decorrer do trâmite processual, corre o risco de ser julgado à revelia (quando não apresenta defesa).
Auro Ida foi assassinado quando deixava a então namorada Bianca Nayara Correa de Souza, 20, que na época do crime tinha 19, em sua casa, no bairro Jardim Fortaleza, em Cuiabá.