Câmara retoma trabalhos sem votar privatização
Os vereadores por Cuiabá encerraram, há pouco, a primeira sessão plenária desse segundo semestre sem colocar em votação novo projeto de lei que permite conceder à iniciativa privada os serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto. A decisão esfriou a manifestação de estudantes, servidores públicos e sindicalistas que protestaram contra a privatização nas galerias e do lado de fora do Legislativo.
O presidente da Câmara, Júlio Pinheiro (PTB), afirmou que o prefeito Chico Galindo (PTB), de quem é um dos principais aliados, vai aguardar a Justiça reavaliar a suspensão da lei que permite a concessão antes de decidir se envia novo projeto para votação. Cerca de 200 manifestantes acompanharam a sessão na Câmara, marcada por críticas aos vereadores que declararam ser contra a privatização, como Lúdio Cabral (PT), Domingos Sávio (PT) e Toninho de Souza (PDT). Cerca de 30 policiais militares acompanharam a sessão para evitar confronto.
Durante a sessão, Lúdio apresentou requerimento para instalar uma comissão parlamentar de inquérito e investigar os gastos da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) nos últimos 18 meses. "A prefeitura diz que não tem recursos para investir no saneamento. Queremos ver onde foi gasto o dinheiro do setor", afirmou o parlamentar. O requerimento conta com a assinatura do petista e de Domingos Sávio (PMDB). Clovito Hugueney (PTB) recuou e retirou a assinatura. São necessárias 7 votos para aprovar o pedido.
Mais informações na edição impressa dessa quarta-feira (03) de A Gazeta.
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