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Política Nacional - A | + A

26.09.2014 | 09h06

Depoimento de Eder teria motivado ação

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A Gazeta

A entrada do suplente de deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) no rol de investigados teria ocorrido após o depoimento dado pelo ex-secretário Eder Moraes à Justiça Federal. Em um dos depoimentos prestados no processo em que é réu ele foi questionado sobre um suposto esquema de emissão de cartas de crédito, que teria causado dano ao erário público em mais de R$ 500 milhões.

Por conta desse esquema, já investigado pela Polícia Civil, Fabris foi indiciado pelos crimes de violação de sigilo funcional, falsificação de papéis públicos e formação de quadrilha.

O esquema começou a ser montado no ano de 2008, por conta de um acordo entre o Estado e Agentes da Administração Fazendária (AAF) para o pagamento de dívidas trabalhistas. Pelo acordo, seriam expedidas duas certidões de créditos aos servidores, mas a quadrilha conseguiu a emissão de 7, 4 sem o conhecimento dos agentes.

As certidões foram retiradas por representantes legais constituídos pela categoria, sem que houvesse conhecimento dos verdadeiros titulares. Para conseguir realizar o desfalque milionário, o grupo criminoso realizou, segundo os delegados da Delegacia Fazendária, uma série de ações.

As cartas foram liberadas sobrevalorizadas. Após conseguirem a emissão das certidões fraudulentas, os integrantes da quadrilha negociavam os papéis com as empresas. Mais de R$ 271 milhões, de um total de R$ 647 milhões foram utilizados por 334 empresas em processos de compensação junto à Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso, sendo R$ 96.271.228,26 por apenas 12 delas.

A Polícia Federal deflagrou, nas primeiras horas desta sexta-feira (26), uma operação com o cumprimento de 5 mandados de busca e apreensão. Trata-se da sexta fase da operação Ararath, que investiga crimes contra o sistema financeiro e desvio de recursos públicos. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Cuiabá e Ribeirão Preto (SP).

O principal alvo desta etapa seria Fabris. Agentes estiveram em endereços de advogados e empresas ligadas a este alvo, bem como na residência dele, no bairro Santa Rosa.

Fabris nega - Após a saída dos policiais federais, Fabris deixou o imóvel. Questionado sobre um suposto envolvimento no caso, bem como o cumprimento do mandado, o suplente afirmou que não tem nada a declarar. Ele seguiu, a pé, por cerca de 400 metros, até a sede do comitê de campanha do pessedista. Minutos depois, ele deixou o local em uma caminhonete, também sem falar com a imprensa.

Nas outras fases, o foco da investigação foram pessoas e empresas que agiam como instituição financeira sem autorização do Banco Central e facilitavam a lavagem de ativos de origem ilícita, cujo dinheiro circularia num sistema financeiro paralelo sem controle e fiscalização.

As 5 fases anteriores da operação resultaram em 13 inquéritos, 1 ação proposta e mais de 200 pessoas investigadas. Os processos tramitam na Justiça Federal de Mato Grosso, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal.

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Comentários

Luiz Carlos Primeiro - 28/09/2014

Desde 2008 isso são 6 anos e esse processo na justiça estadual não andou nem um centimetro?

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