26.10.2014 | 08h52
Presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Juvenal Pereira, à frente do segundo turno das eleições presidenciais em Mato Grosso, assegura o conjunto das ações, com apoio das polícias Federal, Civil e Militar, na luta pela transparência do pleito 2015.
Diante do cenário verificado no primeiro turno eleitoral, com série de representações contra candidatos por supostas irregularidades, ele garante o olhar atento da Justiça Eleitoral para coibir atos ilícitos e crimes eleitorais. Avisa que o GGI, Gabinete de Gestão Integrada, continuará com o mesmo efetivo para garantir não apenas a segurança do pleito, mas o direito do eleitor de votar consciente “e sem interferências”.
Juvenal adianta ainda que a Justiça eleitoral do Estado tomou todas as providências necessárias no segundo turno para manter a ordem nas eleições. Se referiu, nas entrelinhas, às costumeiras tentativas de partidos, por meio de políticos, de tentar quebrar as regras da legislação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“O eleitor tem o direito de exercer seu voto livre e consciente de quem irá representá-lo. A segurança terá o mesmo pessoal. A preocupação do TRE é a transparência do pleito, e a segurança para o resultado”.
Os altos índices de abstenção, em média 20%, poderão ser aumentados no segundo turno. No Estado, se comemora o dia do servidor público na próxima terça-feira (28), com antecipação da data na segunda-feira (27) por parte de alguns Poderes e órgãos. Dessa forma, aumenta a chance de eleitores viajarem, optando pela justificativa do voto. “Pode sim até aumentar a abstenção, porque o cidadão pode aproveitar para viajar e assim, poderá estar fora do domicílio eleitoral”, ponderou o presidente do TRE, reiterando a importância do exercício do ato de votar.
SEGURANÇA - O GGI acentuará as ações na batalha pela lisura do processo eleitoral. “Temos todo o aparato, a aparelhagem para combater a boca de urna e evitar a interferência nas eleições”, assinalou Juvenal Pereira.
Através do GGI, aproximadamente 3.500 agentes de segurança irão atuar no segundo turno das eleições gerais, neste domingo. O esquema de segurança será o mesmo utilizado no primeiro turno e contará com toda a tecnologia e aparato de segurança pública utilizado na Copa do Mundo.
Para que todo pleito ocorra dentro da normalidade, atuarão 1.564 policiais militares; 990 policiais civis; 122 policiais federais; 200 bombeiros militares; 70 agentes de trânsito de Cuiabá; 08 policiais rodoviários federais; 18 guardas municipais de Várzea Grande. Além disso, 500 militares do Exército Brasileiro vão operar com foco nos locais de votação indígena. Serão, no mínimo, nove militares distribuídos em 21 sessões localizadas em áreas indígenas.
Para garantir a logística, serão utilizados 1.928 veículos, entre carros, caminhões, aviões, barcos e motos. Os agentes de segurança terão acesso às imagens das câmeras que estão espalhadas por Cuiabá e Várzea Grande. Juvenal lembrou que todas as forças policiais trabalharão integradas para garantir o sucesso das eleições no segundo turno, assim como ocorreu no primeiro. “Este ano, a participação do Exército será efetiva nas áreas indígenas. Toda a estrutura será montada para que o eleitor se dirija ao local de votação sem intervenção de terceiros no direito de voto”.
VOTAÇÃO PARALELA - Representantes de partidos políticos e da OAB seccional Mato Grosso devem acompanhar as atividades da votação paralela. No período aberto para o credenciamento, entre os dias 15 e 17 deste mês, solicitaram a habilitação o Psol, DEM, PRTB, PT e PSDB. Os trabalhos de auditoria das urnas eletrônicas para o segundo turno serão realizados na antessala do Memorial, localizada na Casa da Democracia, prédio anexo ao TRE.
Conforme determina a Resolução 23.397 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram sorteadas duas urnas, uma de Cuiabá e uma do interior do Estado.
Hoje, a auditoria ocorrerá das 8h às 17h, mesmo horário da eleição oficial. Os procedimentos, inclusive o percurso das urnas sorteadas até o Tribunal, serão acompanhados pelos representantes credenciados previamente, OAB, Ministério Público e por auditores contratados pelo TSE.
Cada partido político habilitado entregou 250 cédulas de votação, devidamente preenchidas, até o dia 21 deste mês, totalizando 1.250 cédulas de votação que serão utilizadas na votação paralela do segundo turno. Estas cédulas serão depositadas em urnas de lonas, devidamente lacradas no dia do sorteio. Durante a Votação Paralela os votos são retirados, um a um, lidos e digitados em um microcomputador, onde está instalado o sistema de apoio à auditoria.
O sistema imprime duas vias de cada voto. Uma via é anexada à cédula em papel e a outra é utilizada para a votação na urna eletrônica. Neste momento, quem for votar na urna eletrônica deve permitir a filmagem da via impressa pelo sistema de vídeo e ler em voz alta o conteúdo da cédula ao mesmo tempo em que digita os dados no equipamento. Essa atividade termina às 17h, assim como ocorre no pleito oficial. O sistema imprime relatórios contendo comparativos com o sistema de votação paralela, para aferição dos resultados. Todo esse procedimento, ao final, é validado pela auditoria do TSE.
TRANSMISSÃO - O presidente do TRE ressalta a expectativa de o resultado oficial das eleições gerais no Estado seguirem a eficiência alcançada durante o primeiro turno. “Contamos com tecnologia de ponta, para transmissão de dados por meio da internet”, disse. Ele se refere ao sistema denominado de JE Connect, que conta com equipamentos de transmissão via satélite, os “Bgans”.
O JE Connect foi criado com o objetivo de transmitir os boletins das urnas eletrônicas direto para o sistema do TRE. Em Mato Grosso, 245 técnicos vão operar em cerca de 400 pontos de transmissão, em 40 municípios. Apesar de utilizar uma rede de dados pública como a internet, as informações dos boletins de urnas serão transmitidas de forma criptografada, garantindo assim a impossibilidade de alteração, mantendo o sigilo da informação.
Os dados serão transmitidos para a Justiça Eleitoral pelos computadores das escolas. Para que isso ocorra com segurança, o Tribunal contará com o JE Connect, que é um conjunto de sistemas inseridos em mídias, que possibilitará o uso de qualquer computador como hospedeiro temporário para a transmissão dos arquivos.
Secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Ailton Lopes, pontua que a tecnologia é segura e tem capacidade de transmitir todos os dados de forma rápida e precisa. “Após a urna emitir os resultados, eles são colocados no computador com o JE Connect e esse resultado é transmitido direto para o TRE e totalizado. Evita-se, assim, o traslado até o local de apuração. Com isso damos celeridade na apuração dos votos”, explicou. (Com assessoria do TRE).
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