Joesley diz que 100% do seu negócio 'era com o presidente Michel' | Gazeta Digital

Sexta, 19 de maio de 2017, 15h41

POLÍTICA NACIONAL

Joesley diz que 100% do seu negócio 'era com o presidente Michel'


Estadao

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, afirmou à Procuradoria-Geral da República que 100% dos ‘negócios‘ dele eram tratados diretamente com o presidente Michel Temer.

A afirmação foi feita durante o depoimento prestado no dia 17 de abril, no âmbito de sua delação premiada, no contexto em que Joesley explicava a conversa que teve com o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) sobre o pagamento de propinas ao grupo do PMDB.

Quando questionado qual era o grau de conhecimento de Loures sobre a necessidade de manter ’calmo’ o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), Joesley disse que ’não sabia’.

E afirmou: ‘Quando era com o Geddel (Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo) e o Michel era bastante consolidada a ideia de que todo mundo sabia do que estava acontecendo. Rodrigo eu conheci em uma ou duas conversas. Eu tive com ele umas três vezes. 100% do meu negócio era com o presidente Michel‘, afirmou.

Joesley explicou o esquema de pagamento de propinas a Eduardo Cunha a partir de contrato com a Petrobras para fornecimento de gás da Bolívia. Ele disse que com o contrato era possível obter lucro ‘de R$ 1 milhão, R$ 2 milhões, R$ 3 milhões por dia‘ e acertou com Rocha Loures o pagamento de 5% do lucro obtido.

O empresário afirmou que a Petrobras ‘atrapalhava seus negócios‘, uma vez que ele já tinha contrato com o governo boliviano e era obrigado a pagar propinas para que a estatal brasileira repassasse o produto.

‘Infelizmente, as coisas ultimamente, ou faz, a vários tempos (sic), não funcionam se você não acertar propina com político e acertar uma propina e acertar um preço para as coisas andarem. Mesmo coisas do nosso dia a dia‘, disse.

Defesa

No dia 17, o presidente Michel Temer soltou a seguinte nota: ‘O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.‘
 



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