Quinta, 09 de junho de 2016, 00h00

A segurança na educação


Um dos grandes problemas da educação, hoje, é a segurança de seus profissionais. Além da educação escolas públicas, na área privada, também, a coisa está ficando cada vez mais séria.
Nesta semana nos chamou a atenção a notícia da denúncia de agressão de um pai de aluno insatisfeito com a correção do trabalho do filho à coordenadora de curso de direito. Não julgo o caso, aqui, porque não tenho subsídios. Vou sim, aproveitá-lo para falar sobre o que tem provocado esse tipo de situação relatada.
O problema é que o brasileiro, via de regra, não se preocupa com a educação. Quer título, nota, etc. Além disso, temos um problema muito mais sério: gestores incompetentes e inconsequentes (volto a afirmar que não falo do caso específico ocorrido, porque pode não ter sido assim, lá). Tiram a autoridade de coordenadores e professores em nome do medo de perder alunos. Infelizmente, essa permissividade foi se infiltrando em várias instituições de ensino, contaminando a relação aluno/pais-professor. E, é óbvio, esse comportamento coloca em risco a integridade física dos professores.
Pois bem, o fato é que, hoje, precisamos realinhar com o ‘cliente‘, o produto ‘educação‘. Certa feita um aluno, querendo me pressionar para facilitar a sua vida, me disse que estava lá só pelo diploma. O que eu disse a ele? Nós não vendemos diplomas aqui.
Enquanto a instituição sabe o que está ‘vendendo‘, que é a oferta das melhores condições para a relação ensino-aprendizagem, tudo ótimo. O problema é quando ela, efetivamente, passa a se preocupar com a pressão do aluno com medo de perdê-lo, da imprensa etc. Quando uma escola cede a isso, outras pessoas se veem no direito de repetir o modelo de pressão de modo generalizado (e acaba fazendo, inclusive, nas instituições onde essa prática não é tolerada).
Ceder quando se faz o que é certo, fragiliza o processo. Aí, chegamos a uma situação em que pais e alunos enfrentam e pressionam professores e coordenadores de curso em função da exigência de qualidade, pasmem, cobradas pelos segundos. Se a responsabilidade da qualidade da educação cabe em grande parte aos professores e coordenação, a autoridade de ação também deveria caber a eles. E mais: se estão fazendo o que é certo, só há uma chance: apoio da direção. Se não apoia, que assuma toda a responsabilidade pelo resultado do processo. Simples assim.

Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.



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