Gestão de carreira e Seleção Brasileira | Gazeta Digital

Quinta, 16 de junho de 2016, 00h00

Gestão de carreira e Seleção Brasileira


Parece-nos normal (mas não é): Tite, o melhor técnico brasileiro da atualidade, recebe o convite para dirigir a seleção brasileira e o torcedor e imprensa esportiva vivem a incerteza se ele aceita ou não (escrevo este sem saber a resposta do treinador). É a triste realidade do futebol brasileiro.
Até pouco tempo atrás seria óbvio que o convite para assumir o time canarinho fosse irrecusável por parte de qualquer técnico de futebol. Já não é mais. Por quê?
Na verdade, é preciso se pensar na gestão da carreira e nos riscos que envolvem uma situação como essa. Os resultados dentro de campo são péssimos, mas os problemas críticos não vêm lá de dentro. Assim, é preciso ter muito cuidado ao assumir tamanha responsabilidade, com pouca autoridade.
Se prestarmos atenção, veremos que os grandes técnicos que, no auge, assumiram a seleção brasileira, hoje estão quase acabados. Outros, que outrora tiveram bons resultados, também afundaram de vez com o escrete canarinho. Luxemburgo, Felipão, Parreira, Mano e o próprio Dunga (que na outra passagem ganhou quase tudo). Se eu fosse o Tite, pensaria seriamente se eu seria a bola da vez.
No caso atual, ainda tem um agravante: o estilo de trabalho do Tite não tem similaridade com o sistema usado pela seleção. O trabalho dele é pautado no desenvolvimento de competências e isso só se consegue com treinamento em alta intensidade, coisa não possível na seleção por conta da falta de tempo. Outra questão é ter que lidar com convocações feitas por encomenda de empresários, em determinados momentos. É preciso lembrar que muda o técnico, mas o presidente não. Assim, o sistema também não muda. E mais, a partir de agora, ou os resultados vêm rápido (o que é difícil pela circunstância), ou serão todos contra o Tite. E dá-lhe o efeito Geni.
Então, o que faria uma pessoa aceitar um cargo tão importante, mas nessas condições tão desfavoráveis? É claro que, ainda, em termo de status, ser técnico da seleção pode, em termos de carreira, ser considerado como o auge, ainda mais como no caso do Tite que, em clubes, foi campeão de praticamente tudo.Assim, seria um novo e grande desafio, mas, também, um enorme risco para a carreira. O que fazer? A decisão cabe ao treinador, obviamente. Eu, por minha vez, fico com a fala do Antero Grego: ‘o Tite merece a seleção, mas a CBF não merece o Tite‘.

Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.



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