O caso Safadão | Gazeta Digital

Quinta, 30 de junho de 2016, 00h00

O caso Safadão


Na semana passada falávamos sobre a questão de que é importante não trabalhar mais, mas trabalhar certo.
Pois bem, na última semana tivemos um caso que podemos citar como exemplo do que estávamos falando: o caso do Wesley Safadão e da Prefeitura de Caruaru. O cachê cobrado, R$ 575.000,00, foi alvo de pedido de explicação por parte do prefeito ao Ministério Público Federal. O show, ainda, acabou sendo suspenso por uma liminar, por conta do pedido de três advogados (que acabou derrubada por decisão de um desembargador da Justiça Federal de Pernambuco).
A questão é que é muito fácil sentarmos à mesa da nossa estação de trabalho e ficarmos pedindo explicação ou atrapalhando o trabalho alheio, sem conhecermos a realidade dos fatos. No ano passado, o único cachê que subiu, dos artistas do momento, foi o do Safadão. E já era cobrado acima dos R$ 500.000,00. Então, em termos de regularidade, nada de anormal.
Precisamos entender que o valor do trabalho não é pelo tempo gasto, mas pelo conhecimento empreendido e/ou, e principalmente, pelo valor dado pelo cliente. Além disso, outro requisito importante é o alcance do trabalho. No caso da música popular, a quantidade de pessoas que pertencem ao público alvo é imensa. Assim, é óbvio, os valores cobrados também são altos em razão do impacto de imagem, no caso da prefeitura que leva o cantor mais valorizado pelo seu público, como quando o show é com entrada paga, já que gera alta lucratividade para os promotores do evento.
O caso é tão sério e verdadeiro, que, no fim, a prefeitura cancelou o empenho e o show foi patrocinado por empresas, que, certamente, tirarão proveito da promoção financeira do evento.
O fato é que precisamos nos preocupar mais com o que fazemos, com a lógica da valorização do trabalho e buscarmos a nossa, ao invés de perdermos o nosso tempo questionando o trabalho dos outros. Os advogados, por exemplo, que entraram com pedido de cancelamento do show, cobram os seus 20, 30 por cento, de honorários de seus clientes. Dinheiro que, guardadas as proporções, também faria falta para quem contratou os seus serviços. Mas é direito seu, pelos requisitos tratados acima.
Assim, é preciso tomar cuidado porque enquanto nos preocupamos com o galinheiro alheio, nossas galinhas estão sumindo e nem percebemos. Pense nisso, se quiser, é claro!

Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.

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