Paciência e persistência | Gazeta Digital

Quinta, 18 de agosto de 2016, 00h00

Paciência e persistência


O filme De Porta em Porta conta a história (verídica) de Bill Porter, uma pessoa com paralisia cerebral causada pelo fórceps, no momento do nascimento. Isso o limitava no andar e no falar.
Bill era órfão de pai, não tinha irmãos e morava com sua mãe. Ela, ao perceber que começava a ficar doente, estimulou o filho a arrumar uma profissão (sabendo que ele acabaria por ficar sozinho). Ele, então, conseguiu um emprego de vendedor de porta em porta na WatkinsCompany. O filme inicia na década de 1950, época em que nem se pensava em qualquer tipo de cota ou de inclusão. Assim, como a própria história mostra, Bill estava fadado a levar ‘não‘ por toda a parte. Foi o que aconteceu na primeira entrevista na Watkins. Porém, Bill insistiu muito com o chefe, inclusive se comprometendo a ficar com a pior rota da companhia. Acabou conseguindo a colocação.
Como era de se esperar, se era a pior rota, foi um começo muito difícil. Sabedora disso, sua mãe escrevia e deixava uma mensagem em seu lanche. Nele, de um lado ela escrevia a palavra ‘paciência‘, no outro, ‘persistência‘. O restante da história não vou contar, para que você tenha vontade de assistir a essa magnífica obra, tanto de vida, quanto cinematográfica, já que, o que nos importa, aqui, é, dentre tantos outros ensinamentos que a biografia de Bill nos dá (tanto bons quanto ruins), é o legado de sua mãe: para construirmos algo sólido, consistente, é preciso paciência e persistência.
A questão é que sempre pairam dúvidas quando as coisas demoram a dar certo: é para ser? Qual é a hora de parar, de desistir? Esperar é ter paciência ou ficar confortável, mesmo com o que está ruim? Qual o limiar entre teimosia e persistência? Até quando vale a esperança? Ou, ainda, como dizia a Plebe Rude (em outro contexto, mas vale a ideia): até quando esperar?
É uma resposta muito difícil por ser singular. É como diz Caetano em Dom de Iludir: ‘cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é‘. Porém, há sinais que podem nos indicar se o caminho está certo ou não. O que mais gosto é o da chama que arde no peito. Há desejos de ser que nos envolve, nos acende uma chama que nos chama, nos atrai (Engenheiros do Hawaii, Túnel do Tempo). Enquanto houver uma fagulha acesa, que seja, ainda vale a pena acreditar.Nas próximas semanas, tratarei de cada uma dessas duas vertentes. Até lá.

Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.



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