Quinta, 25 de agosto de 2016, 00h00

Paciência e persistência - II


Na semana passada falávamos sobre Bill Porter e o ensinamento de sua biografia nos quesitos paciência e persistência. Realmente são dois pilares importantes na construção e realização dos nossos sonhos.
Para que consigamos atingir os nossos objetivos, devemos conhecer as regras, as leis naturais que compõem aquele caminho (se não em seu todo, ao menos a maior parte). Tanto o tempo, quanto a coisa certa a fazer dentro daquela temporalidade, são fatores implacáveis. Há situações com as quais não adianta brigar. Um bebê leva em torno de 9 meses para nascer (pode nascer fora desse tempo, mas já exige mais cuidados); a planta não nasce sem que haja semente; não sararemos de uma doença sem a ação do nosso sistema imunológico (e ele também tem seu tempo). E assim por diante.
Ter paciência é não ter pressa, embora possa ser ágil. A agilidade é fazer algo dentro do menor tempo possível, desde que respeite o processo de construção e desenvolvimento daquilo que se almeja. A pressa está em negligenciar esse processo de elaboração.
Outro componente da paciência é a esperança. Como diz o filósofo e Prof. Mário Sérgio Cortella, a esperança do verbo esperançar, não a do verbo esperar. Quando esperanço, sei que fiz o que tinha que ser feito dentro daquela temporalidade. Preparei o terreno, escolhi e plantei a melhor semente, cuidei do ambiente, tirando as daninhas, regando, enquanto a planta, por si, ia crescendo e se desenvolvendo, até o ponto em que o fruto aparece, amadurece e fica a minha disposição. Esperançar é entender que é preciso aguardar o amadurecimento natural na fase pós-ação. Esperar, por sua vez, é deixar que as coisas aconteçam por si, sem mínima intervenção, sem ao menos fazer a minha parte.
Voltando à banda Plebe Rude, tratada na semana passada, a música Até quando esperar, nos convida a uma reflexão: ‘até quando esperar a plebe ajoelhar, esperando a ajuda de Deus?’ A música aqui nos mostra que temos que fazer alguma coisa para melhorarmos o nosso dia a dia. O único problema é colocar a culpa em Deus. Ele nos deu o livre arbítrio e nos convida à ação, como cocriadores que somos. Ajoelhar, esperar e rezar é importante, mas depois ter feito a sua parte. Aí entra a esperança e o processo de paciência que precisamos ter. E se ainda der errado? Aí é assunto para a semana que vem.


Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.



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