Monstros versus alienígenas | Gazeta Digital

Quinta, 15 de setembro de 2016, 00h00

Monstros versus alienígenas


Já faz algum tempo, fui ao cinema com meus filhos para assistir ao filme Monstros versus Alienígenas. Sem perder o hábito de tomar uma posição, entrei no cinema meio confuso: vou torcer para quem? Com o posicionamento das partes durante o filme, ficou mais fácil, para mim,escolher (e a escolha, obviamente, é livre).
Vivemos algo parecido nos dias de hoje. Como somos dependentes das grandes organizações e do governo, quando os servidores/funcionários entram em greve, ficamos sem saber de que lado ficar. Assim como no filme, precisamos entender o posicionamento de cada um. Facilita a escolha (que continua sendo livre).
Primeiro, precisamos entender que há greves e greves. Falo aqui sobre as que tratam de reposição salarial, que não é aumento, mas a tentativa de ter algo parecido com o poder de compra que você tinha há 12 meses (e que foi se corroendo dia a dia). Só isso. E só dura alguns instantes, pois a inflação já começa a corroer o seu salário novamente. É como o cachorro correndo atrás do rabo. Não alcança nunca!
Assim, aceitar um reajuste abaixo da inflação é entrar num poço sem volta em sua condição de vida. Uma oferta dessa, para chegar ao nível do ridículo, precisa melhorar muito! Para compreender, basta oferecer um reajuste de suas dívidas ao gerente de banco: pagar um ano no mesmo valor e depois simplesmente aplicar a inflação e pagar por mais um ano. Ele vai rir da sua cara. Agora, então, ofereça a metade da inflação! Provavelmente você sairá preso da agência. Diga à Sefaz que não tem dinheiro para pagar imposto.
Mas, o problema maior disso tudo é que a sociedade está cada vez mais perdendo poder de compra. Isso interfere diretamente no micro e pequeno empresário, que demitirá. Tanto ele, quanto os demitidos e os que estão tendo reajustes ao nível do ridículo (quando têm), acumularão dívidas. E aí, irão recorrer a quem? A) Chapolin Colorado? B) Sua tia? C)Bancos? E ainda pagarão felizes por ‘irrisórios‘ juros de 5% ao mês, depois de meses torrando o que não tinham ao juro de 14 % no cheque especial.
Dessa forma, entrar em greve atrapalha. Aceitar menos que a taxa de inflação acumulada é voar de bico rumo à falência (e que impactará em todos nós, pois há uma interferência direta e sistêmica na economia).Pois bem, de um jeito ou de outro, a sorte está lançada: Monstros ou alienígenas? Pense nisso, se quiser, é claro!


Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.

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