Quinta, 22 de setembro de 2016, 00h00

Coisas que não se deve perguntar


Diz o lema do canal Futura: ‘não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas‘. E é verdade. Perguntas são a chave de qualquer pesquisa científica; num bate-papo, quem pergunta direciona a conversa; toda criança tem a fase do ‘por quê?‘, que é exatamente para tentar compreender o mundo que se abre em sua volta, por meio do aumento da sua capacidade de entender as coisas. A pergunta, bem colocada, denota interesse sincero em saber o que o outro pensa e, com isso, se pode aprender.
Porém, ela, como em tudo, tem, também, seu lado ruim e pode ser algo que coloca a pessoa em situações extremamente constrangedoras (para quem pergunta ou para quem responde). Por isso, a vida vai nos ensinando o que devemos ou não perguntar.
Bem, quem nunca fez uma daquelas perguntas que remete à tolerância zero? Nossa, você veio? Não, é meu ectoplasma! Você com o capô do carro aberto e lá vem: o carro quebrou? Não, estou deixando ele tomar um solzinho por dentro do motor. E assim vai. Mas, não é disso que quero falar. É das perguntas que nos colocam em situações embaraçosas, mesmo.
Uma das coisas que aprendi na vida é nunca perguntar a uma mulher de quanto tempo ela está grávida. Já passei pelo constrangimento da mulher falar que a gravidez dela era lipídica!Era gordura, mesmo! E aí, vai-se com a ‘cara‘ ao chão.
Outra que já passei foi perguntar para a pessoa que estava junto a uma amiga minha se era sua mãe. Era irmã! Como nos relacionamentos está cada vez mais frequente a ampla diferença de idade, pouco custa a gente perguntar se a pessoa ao lado é o pai (ou mãe) e ser, na verdade, o marido (ou a esposa)!
Uma regra que aprendi e sempre respeitei foi a de nunca perguntar a idade a uma mulher. Pois bem, aí me formei em odontologia. O profissional de saúde precisa saber a idade das pessoas. Eu, como respeitosas regras, nunca perguntei a idade, só a data de nascimento.
Agora, tem uma que é a que mais recebo e peço para que não façam de novo. A pessoa, por vezes,querendo falar comigo e, no afã de não me atrapalhar, vem e me pergunta se estou fazendo alguma coisa. Aí cria-se um dilema: se falo que não, ela pode ficar inibida em conversar comigo e, assim, acabo por não poder ajudá-la em algo que poderia; se eu disser que sim, a pessoa pode imaginar que sou um desocupado! Pense nisso, se quiser, é claro!

Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.



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