Quinta, 29 de setembro de 2016, 00h00

O que está por trás das mudanças na educação


Não é de hoje que venho dizendo que, para melhorar seus resultados, basta entender os índices que o compõem e estabelecer estratégias para alcançá-los. Nesse ponto, as mudanças na educação propostas pela equipe do governo Temer, incluindo o nosso ‘ministro adjunto‘ Alexandre Frota, poderiam ser consideradas muito boas.
O problema é que os maus resultados obtidos pela nossa educação são frutos dos resultados do IDEB, que é composto pelos resultados da Prova Brasil, Saeb e Censo Escolar.
Com vistas à melhoria dos resultados apenas em função dos critérios, podemos dizer que o governo acerta, haja vista, dentro do que sabemos hoje, ter considerado como obrigatória em todo o percurso do ensino médio, somente as disciplinas de língua portuguesa, inglesa e matemática. Mas, a pergunta que fica é: os critérios são certos se, segundo Howard Gardner, temos 9 tipos de inteligências?
Assim, ao menos em tese, há uma tendência forte de melhorarmos os resultados, mas, maquiados, já que a análise continua superficial em face à complexidade e quantidade real de seus indicadores. Temos 9 áreas da Inteligência a serem analisadas, mas nos contentamos com duas(e precariamente, por ser em prova), a verbal linguística, por meio da língua portuguesa, e a lógico-matemática, pela disciplina de matemática(e enganamos nossas mentes fazendo com que representem as 9 - não representam).
Não à toa, num primeiro momento (e minimizado depois), as disciplinas desprezadas foram as de sociologia, filosofia, artes e educação física, exatamente as que ajudam no desenvolvimento das outras inteligências, que são: visual-espacial, corporal-cenestésica, musical, interpessoal, intrapessoal, naturalista e emocional.
O interessante é que, tanto a cidadania, quanto o próprio mercado, nos cobram tudo isso. Mas, por meio das nossas escolhas aos 15 anos de idade (aos 17 já era complicado), mesmo as disciplinas rejeitadas voltando, desenvolveremos só algumas. Sabemos que só mudamos as coisas se mudarmos, mas, ‘iluminadamente‘, estamos conseguindo mudar muito e não mudar nada!
Sabemos que a doença da inteligência está em metástase, mas elegemos dois órgãos, tratamos e nos enganamos, acreditando estarmos saudáveis. Peste bubônica, câncer, pneumonia, raiva, rubéola, tuberculose, anemia, rancor, cisticercose, caxumba, difteria, encefalite, faringite, gripe, leucemia. E o pulso ainda pulsa. Até quando?


Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.



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