Quinta, 06 de outubro de 2016, 00h00

Xeque-mate?


Como era de se prever, o partido, grande perdedor dessas eleições, foi o PT. O partido está em xeque, mas não em xeque-mate porque, como também era previsível, a maior perdedora de todas foi a classe política como um todo, tanto é que, em mais de 20 capitais, como aqui na nossa e em São Paulo, por exemplo, a soma de votos nulos, em branco e abstenções foi maior que o número de votos do primeiro colocado. Como diz meu pai: para um bom entendedor, um pingo é letra.
O fato é que há várias vertentes que contribuem para esse cenário. Algumas verdadeiras, outras mentirosas e, mesmo num país com uma população de memória curta, a falsidade não se sustenta por muito tempo.
A maior e mais perigosa mentira de hoje é que vivemos a maior crise da história. Talvez ouvir isso de um jovem de 16 anos, seja aceitável. Do mais é falácia e seria inspiração do Cazuza para a canção ‘O tempo não para‘, pois, essas ideias não correspondem aos fatos. Os números estão aí. O cenário de 2002 era pior que o de hoje. A taxa de inflação girou em torno de 12%, de 1,0 a 1,5 pontos percentuais acima da do ano passado. O nível de desemprego era de aproximadamente 12 milhões (como os de hoje), sendo a segunda maior população de desempregados no mundo, naquela época. O dólar, tanto em 2015, quanto em 2002, bateu a casa dos R$ 4,00 (mas, com uma inflação acumulada no período na casa dos 150%). A taxa Selic fechou o ano de 2002 em 21,9%, contra 14,15% ao final de 2015. Além disso, o Brasil ainda era devedor do FMI. Hoje é credor (ao menos por enquanto).
O que ocorre é que, muito pior que isso, já tivemos inflação de 90% ao mês, o Collor usurpou o dinheiro de todo mundo em 1990 e tantas outras. Só quem é numismata, ou conhece um, sabe, hoje, a quantidade de vezes que o dinheiro mudou de nome, que as notas ganharam e perderam 3 zeros etc. Tanto agora, como em 2002, estamos longe da maior crise da história. É preciso cuidado com quem espalha isso. Ou é ignorante, ou é manipulador e mentiroso.
De qualquer forma, tanto hoje como em 2002, o problema é grande, principalmente quando comparado com os períodos imediatamente anteriores, tanto lá, quanto cá. O PSDB, naquela época, pagou o preço (não só por isso, veremos nos próximos capítulos), como o PT pagou agora (também não só por isso). E é aí que entra o fator corrupção (que um dia descolore). Mas, isso é assunto para a próxima semana.


Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.



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