Quinta, 20 de outubro de 2016, 00h00

Xeque mate? - II


No nosso último artigo falávamos sobre o resultado das eleições deste ano. Ela teve como grande característica uma grande derrota do Partido dos Trabalhadores. Perguntávamos se foi um xeque-mate no partido. Parece-nos que não. Foi um xeque.
Dois são os fatores que impõem grandes derrotas aos partidos. Crise econômica, engano ao eleitor e corrupção. A primeira e a segunda são mais impactantes.
Sabemos que os governo do PSDB e do PT foram marcados por corrupção e manipulação de informações na campanha eleitoral. Lá atrás, tivemos a compra de votos para reeleição, os anões do orçamento, o caso Petrobrax, como agora o mensalão e o petrolão. FHC pintou um país falso em 98, escondendo a crise e alterando, na virada do ano, após a sua reeleição, muito da política econômica. Muitos que tinham financiamentos em dólar foram pegos de surpresa com a cotação da moeda americana dobrando de valor. Dilma foi eleita para prosseguir com um projeto de 12 anos e mudou toda a política econômica, também, no início de seu segundo mandato.
Voltando um pouco no tempo, Collor foi execrado à época por conta do esquema de corrupção, mas sua popularidade foi para baixo por conta das medidas econômicas que tomou, usurpando o dinheiro de toda uma população, enganando, também, quem nele votou.
O fato é que no Brasil a corrupção está entranhada em todos os governos. Agora, na história recente, aqueles que ‘apanharam‘ da economia foram chicoteados, seja no voto direto, PSDB em 2002 e PMDB/PFL em 1989 (embora estivessem escondidos no apoio ao Collor), seja no ‘voto indireto‘, Collor, Dilma e ditadura militar. A corrupção (de cada momento) só serve para escandalizar e justificar a troca de comando, porque, no fundo, ela continua com o governo que entra. Assim, o fator economia e cumprimento da linha de campanha é bem mais forte que o fator corrupção, na questão do apoio popular (infelizmente).
Como a corrupção continua, como, também, pelo andar da carruagem, viveremos dias piores e, considerando que o PT não governa mais quase nada, a incompetência dos outros será aflorada. O tempo para encobri-la, jogando a culpa nos governos passados, tem prazo de validade (e limite de paciência). Só competência e ótimos governos na linha da economia desses que tomaram o poder poderão dar um xeque-mate no PT. O viés não é esse, agora. A vitrine mudou e o teto de vidro também. Vamos aguardar...

Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.



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